Foi confirmado, na manhã desta sexta-feira, o efeito suspensivo do lateral do Inter, William. O departamento jurídico do Grêmio se reuniu para tentar cassar a liminar. O diretor juridico, Nestor Hein, mostrou seu descontentamento ao falar do caso. "A decisão foi desastrosa porque é um salvo conduto para a violência. No caso do William, em que ele não quis ocasionar uma quebra na mandíbula do Bolaños, mas produziu uma cotovelada intencional", disse.
"Na medida em que o Tribunal libera isso, eu vou sugerir ao presidente do Grêmio que se retire da assistência desse processo e que resguarde os jogadores para a Libertadores ou jogue com alguma proteção especial na cabeça. O Tricolor quer ganhar o Campeonato Gaúcho, mas quer que seus jogadores estejam bem para a Libertadores", completou Hein.
O diretor jurídico do Grêmio acredita que não vai ter justiça no caso. "Se o tribunal não pune, depois de um julgamento de três horas, é porque está se escrevendo mais uma página vergonhosa e lamentável da história do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Eu aconselharia o Grêmio a se retirar. Mas se o presidente Romildo determinar eu vou recorrer", declarou.
Com a confirmação do efeito suspensivo, o lateral poderá voltar a jogar já neste sábado, contra o São José, pela semifinal do Gauchão. O atleta está liberado para atuar até que o recurso da sua suspensão por seis jogos seja julgado. "Acredito que o William seja um menino do bem. As pessoas erram e têm que ser punidas pelo que fazem. Só acho que ele está recebendo um passaporte para voltar a fazer o que fez. São lances normais que acontecem em todos os jogos, mas quando gera uma lesão grave a punição tem que ocorrer", avaliou o diretor jurídico gremista.
"Efeito suspensivo de William é desastroso", diz diretor jurídico do Grêmio
Tricolor pode recorrer para mudar decisão do TJD