“Tudo o que eu tinha que falar sobre ele, eu já falei. Não conseguimos renovar vendemos ele”, acrescentou Pelaipe, que já em outubro do ano passado havia tentado renovar com o meia. O dirigente, que chegou a querer R$ 50 milhões para liberar Douglas em 2011, o vendeu por cerca de R$ 3 milhões ao Corinthians. Caso o jogador ficasse até o meio do ano, poderia deixar o Grêmio de graça, devido à proximidade do fim do contrato. “Agora, quero que ele seja feliz no Corinthians”, disse.
Para Paulo Pelaipe, a manifestação de Douglas não tumultuará o ambiente no Grêmio. “Isso não existe. Todos os jogadores são profissionais”, afirmou ele, com tom de voz perceptivelmente irritado ao telefone.
CEO do Grêmio nega dívida
Questionado sobre as supostas dívidas do Grêmio com o jogador, Pelaipe sugeriu a reportagem que conversasse com o CEO do Grêmio, Cristiano Koehler, que, por sua vez, rechaçou que o jogador tenha deixado o Olímpico com valores a receber. “Ele saiu daqui sem nenhuma dívida”, garantiu.
Para o executivo, Douglas pode ter tido algum problema com seus empresários, mas não com o clube. “Se teve algum problema com o pagamento do Douglas, não foi do Grêmio, foi dele com seus empresários”, disse. Conforme Koehler, Douglas trocou de representantes durante o período em que esteve no Grêmio.
Tal qual Pelaipe, o CEO mostrou-se incomodado com a situação criada pela carta aberta. “Se eu estivesse no lugar dele, estaria agradecendo ao clube, pela maneira que foi tratado, pelo convívio”, afirmou. “O clube é muito maior que o jogador e ele precisa respeitar o clube nesse sentido”, acrescentou ele. “Esse assunto está encerrado para nós. A gente virou a página em relação ao Douglas.”