China confessa que não lembra dos detalhes que envolveram os dois jogos da decisão com o Peñarol, mas recorda que o primeiro jogo em Montevidéu foi uma verdadeira guerra. "Era o atual campeão do mundo e jogamos contra eles como se fôssemos um espelho. Eles batiam e nós revidávamos", frisou.
Em uma decisão, a torcida presta mais atenção naqueles jogadores que costumam definir o duelo. No caso do Grêmio em 83, Caio e César decretaram a vitória de 2 a 1 no estádio Olímpico. China, porém, comenta que travou um duelo particular com o meia Salazar. "Os jogos apresentaram duelos individuais muito fortes. Chegava a sair faísca dentro de campo. Para mim sobrou o Salazar. Ele tinha um pezinho esquerdo e era o craque da Libertadores. Mas eu tinha energia de sobra para marcar o meu e ajudar o Casemiro e o Paulo Roberto", garantiu.
China relata que os jogadores de defesa até chegaram a criar um esquema para facilitar a marcação no campo de jogo. "Um entrava correndo no jogador que estava com a bola e o outro ficava na cobertura. Era assim que fazíamos e dava certo. Éramos os operários para que os outros tivessem a chance de brilhar", disse.
Temor não era o Peñarol
Ainda que tenha exaltado a qualidade do Peñarol, que chegava à decisão com o Grêmio como atual campeão da Libertadores, China revelou que o temor do grupo era o confronto contra o Flamengo. "Eles contavam com um grande time e vieram no estádio Olímpico e empataram em 1 a 1. Nunca foi fácil, mas já vínhamos com a experiência de 81", explicou.