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“Eles batiam e nós revidávamos", lembra China sobre final com Peñarol

Ex-volante do Grêmio travou duelo com Salazar na Libertadores de 83

Ex-volante do Grêmio travou duelo com Salazar na Libertadores de 83
Ex-volante do Grêmio travou duelo com Salazar na Libertadores de 83 Foto : Jurandir Silveira / CP Memória
Alguns gremistas não sabem, mas um dos volantes mais vitoriosos da história do Grêmio atende pelo nome de Henrique Valmir da Conceição. A lembrança do ídolo emerge quando a alcunha é substituída pelo apelido: China. O ex-jogador garante que lembra tudo da partida que definiu o título da Libertadores de 1983 e gosta de falar sobre a metodologia do então técnico Valdir Espinosa. "A psicologia do Espinosa era fera e fez a diferença naquela decisão. Ele tocava nos nossos pontos fracos e exaltava as nossas virtudes. Era uma coisa fantástica. Ele era um mago", disse em entrevista ao site do Correio do Povo. 

China confessa que não lembra dos detalhes que envolveram os dois jogos da decisão com o Peñarol, mas recorda que o primeiro jogo em Montevidéu foi uma verdadeira guerra. "Era o atual campeão do mundo e jogamos contra eles como se fôssemos um espelho. Eles batiam e nós revidávamos", frisou.

Em uma decisão, a torcida presta mais atenção naqueles jogadores que costumam definir o duelo. No caso do Grêmio em 83, Caio e César decretaram a vitória de 2 a 1 no estádio Olímpico. China, porém, comenta que travou um duelo particular com o meia Salazar. "Os jogos apresentaram duelos individuais muito fortes. Chegava a sair faísca dentro de campo. Para mim sobrou o Salazar. Ele tinha um pezinho esquerdo e era o craque da Libertadores. Mas eu tinha energia de sobra para marcar o meu e ajudar o Casemiro e o Paulo Roberto", garantiu.

China relata que os jogadores de defesa até chegaram a criar um esquema para facilitar a marcação no campo de jogo. "Um entrava correndo no jogador que estava com a bola e o outro ficava na cobertura. Era assim que fazíamos e dava certo. Éramos os operários para que os outros tivessem a chance de brilhar", disse.

Temor não era o Peñarol

Ainda que tenha exaltado a qualidade do Peñarol, que chegava à decisão com o Grêmio como atual campeão da Libertadores, China revelou que o temor do grupo era o confronto contra o Flamengo. "Eles contavam com um grande time e vieram no estádio Olímpico e empataram em 1 a 1. Nunca foi fácil, mas já vínhamos com a experiência de 81", explicou.

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