Os resultados de campo pesam e muito. Até agora, o Grêmio de Koff versão século XXI não colheu os frutos esperados e isso implica em um desgaste da situação frente ao torcedor. Como as eleições estão marcadas para outubro, antes das definições do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, os resultados do time daqui em diante pouco influenciarão o pleito — a menos que o clube vá muito bem ou muito mal em ambas as competições.
Homero Bellini Junior, do Movimento Grêmio Independente, surge como o principal nome. Os oposicionistas — ou ao menos a maioria deles — devem se unir em torno de uma chapa. Koff sempre mencionou que não gostaria de concorrer à reeleição. Porém, a candidatura pode ser a única alternativa para uma vitória. Caso contrário, é possível, e alguns consideram até provável, que a situação seja dividida em mais de um concorrente, provavelmente entre os vice-presidentes do clube, como Renato Moreira, Movimento Grêmio Vencedor; Adalberto Preis, do Grêmio Sempre; e Romildo Bolzan Júnior, do Grêmio Unido.
A tentativa de ver o Grêmio voltar a vencer algum campeonato importante sob o comando de Koff, reaglutinar as diversas correntes políticas e apaziguar a cizânia interna parece ter ido por água abaixo. Mais uma vez o clube caminha para uma disputa acirrada, com muitas vertentes. Uma repetição da fórmula que tomou conta da vida política gremista na última década.