Em entrevista coletiva, o treinador citou até o novo corte de cabelo do jogador, que voltou a raspar a cabeça em detrimento do moicano. “Ele mudou o comportamento. A partir do momento que ele cortou o cabelo, até vocês (jornalistas) enxergaram coisas diferentes nele. Ele aceitou os conselhos, o que foi muito importante”, destacou o treinador.
Os conselhos deram certo. Enquanto esteve fora dos planos, Leandro tratou de trabalhar e há menos de dois meses voltou a receber – e corresponder – a uma chance, quando saiu do banco de reservas e marcou dois gols na vitória sobre o Sport. A fama de cai cai ficou para trás: “Ele está mais forte e cai menos. Seu equilíbrio está melhor”, avaliou o preparador físico Antônio Mello.
Recuperação em forma de gols
No Brasileirão, Leandro já marcou cinco gols. O mesmo número de jogadores do quilate de Elano, Neymar e Ronaldinho. E mais que Leandro Damião, Seedorf e Juninho Pernambucano, que têm quatro cada, por exemplo.
“Ele é um menino. E menino tem que ser tratado como menino. Às vezes a gente cobra como se estivesse com a vida estruturada e esquecemos que precisa de uma orientação”, afirmou Luxemburgo. “Ele foi punido, mas orientado. Naquele momento eu entendi que qualquer punição seria doída. Dei carinho, como um pai”, concluiu.