O empresário Luis Alfredo Mariano entrou na Justiça para receber 50% dos direitos federativos do atacante Luan, do Grêmio. Mariano adquiriu junto o Grêmio Catanduvense, de São Paulo, o percentual do jogador no dia 6 de fevereiro de 2013. Após, Luan foi emprestado e, posteriormente, vendido ao Tricolor gaúcho. Com a possibilidade da direção vender o atleta para o Valencia por cerca de R$ 30 milhões, o investidor que receber a parte que tinha do atleta no clube paulista. Porém, o Grêmio considera a ação descabida.
“A partir do momento em que o Catanduvense negociou os direitos econômicos, que já não eram mais deles, para o Grêmio e utilizou esses valores. Então, estamos informando ao clube de Porto Alegre, que o juiz de primeira instância nos deu razão e o da segunda instância, diferentemente do que diz o advogado do Grêmio, disse que não poderia impedir a venda do atleta, mas isso não se trata de uma questão comercial, como ele entendeu. A partir do momento que o Grêmio detém o poder de negociar os direitos federativos e, então nasce o direito econômico, é a ele que cabe o dever de respeitar, caso o poder Judiciário confirme a decisão de primeira instância, de indenizar aquele que tinha o direito anterior, que tem que ser respeitado”, afirmou a advogada Gislaine Nunes, que representa o investidor, em entrevista à Rádio Guaíba.
O advogado do Grêmio, Gabriel Vieira, considera o entendimento equivocado e lamenta que o empresário tenha envolvido publicamente o clube em um problema que não é dele. Vieira não teme que o Tricolor tenha que ressarcir o investidor, já que o acordo foi feito entre ele e a agremiação paulista.
“Este investidor viu no Grêmio a possibilidade de ganhar muito dinheiro. Já entrou em contato ameaçando o clube que colocaria na Justiça. O que não vai levar a lugar algum, a não ser o reconhecimento de que o Grêmio tem os direitos do atleta. O cidadão ajuizou uma cautelar e o Grêmio obteve uma decisão favorável no Tribunal em São Paulo. Vamos ter ainda bastante tempo de briga (jurídica), mas o que eu noto é que ele não tem essa ira contra a Catanduvense, que não pagou ele. Claro, o valor que o Grêmio pagou para a Catanduvense era baixo. O que ele quer brigar é por 50% que ele diz que teria do Grêmio, o que é um absurdo. Ele não vai ter êxito na Justiça e, se fosse levado para a Fifa, também não teria. O Grêmio está seguro de suas ações e se sente ofendido por esse cidadão que vem ao público colocar inverdades. O Grêmio adquiriu legitimamente um direito de outro clube. Não tem nada a ver com esse investidor”, afirmou Vieira.
Além de Luan, o empresário alega ter ainda 50% dos atletas Cairon e Guilherme Amorim, que também eram do Catanduvense e vieram junto com o atacante para o Grêmio na temporada 2013.
Empresário entra na Justiça por percentual em possível venda de Luan
Departamento jurídico do Grêmio considerou ação descabida