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Estudo de processo e aval de jurídico autorizam contratação de Henrique

Grêmio acertou com atacante que chegou perto de assinar com Inter

Estudo de processo e aval de jurídico autorizam contratação de Henrique
Estudo de processo e aval de jurídico autorizam contratação de Henrique Foto : Cristiano Oliveski / Grêmio FBPA / Divulgação / CP
A contratação de Henrique Almeida surpreendeu o futebol gaúcho nessa quarta-feira. Depois de ser visto no Beira-Rio, no jogo entre Inter e Coritiba, o atacante acertou contrato com o Grêmio e foi anunciado durante a tarde de ontem. Um dos responsáveis pelo departamento jurídico do Tricolor, Gabriel Vieira, explicou nesta quinta que o negócio foi levado adiante após uma análise criteriosa.

"O Inter tem um dos melhores departamentos jurídicos do Brasil. Nós apenas entendemos o caso de forma diversa e percebemos que o risco de algo dar errado era muito baixo. São pontos de vista diferentes, na realidade, mas analisando o cenário e estudando a fundo o processo, o Grêmio entendeu que a contratação era viável. Além disso, tínhamos o aval do jurídico", explicou Vieira em entrevista à Rádio Guaíba.

Segundo Gabriel Vieira, o Grêmio criou mecanismos contratuais para se proteger de um eventual problema. "Podemos suspender o contrato ou até receber um ressarcimento se houver algum prejuízo. Existem diversas hipóteses que o Grêmio pode trabalhar se acontecer algum revés no processo judicial que envolve o Henrique", declarou. 

Nessa quarta, ao saber do negócio, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, afirmou à Rádio Guaíba que pretende recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília pela perda dos direitos federativos de Henrique. "O Grêmio nada tem a ver com isso. A lei fala que em caso de mais de três meses de mora salarial o atleta pode rescindir o contrato, então imagina para quem tem mais de 20 meses. Se houver uma reversão, vai surpreender a todos", completou.

Pellegrini explica desistência do Inter

Ontem, após o jogo contra o São José, o vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, explicou a desistência do clube por Henrique. O dirigente relatou que os direitos econômicos do atacante pertencem ao São Paulo (65%) e ao Botafogo (35%) e que esta relação motivou a saída do negócio.

"As negociações ficaram difíceis porque o São Paulo exigia valores do Botafogo e o time carioca entendia o contrário. O Inter entendeu que não poderia contratar um jogador baseado em uma decisão liminar. Nós entendemos que não era interessante finalizar a contratação e criar problemas com outros clubes do futebol brasileiro", disse Pellegrini.

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