Grêmio

"Eu nasci para ser treinador", declara Roger Machado

Em entrevista ao Correio do Povo, técnico do Grêmio falaou sobre conceitos e projeção para Brasileirão

Em entrevista ao Correio do Povo, técnico fala sobre conceitos e projeção para Brasileirão
Em entrevista ao Correio do Povo, técnico fala sobre conceitos e projeção para Brasileirão Foto : Lucas Uebel / Flickr Grêmio / Divulgação / CP
O técnico do Grêmio, Roger Machado, foi apresentado pelo clube no final de maio, para substituir Luiz Felipe Scolari. Em pouco tempo, o profissional conseguiu modificar a cara da equipe, de acordo com a promessa feita na sua primeira entrevista coletiva. A intensidade do Tricolor surpreendeu dirigentes e torcedores e deu ao time vitórias importantes contra Corinthians e Atlético-PR. Em entrevista ao Correio do Povo, o comandante gremista fala sobre a evolução do grupo, conceitos e a projeção para o Brasileirão. Roger externa sua convicção de que nasceu para ser treinador.  

Evolução da equipe

“Tem acontecido jogo a jogo. E é bom que ela seja respaldada pelos bons resultados. Não que as vitórias escondam os pontos que a gente precisa evoluir, mas é importante tê-las para te dar a confiança. Eu acho que isso começou ainda diante do Figueirense, com o James Freitas, que tem uma metodologia muito parecida com a minha. Aí teve a derrota para o São Paulo, gera uma desconfiança e se retrocede um pouco. Eu vi isso um pouco na Arena (domingo passado) também. Nos cinco minutos logo depois de tomarmos o gol, o Atlético-PR tomou para si o controle da partida. Voltamos alguns passos ali. Mas o entendimento tem sido muito bom. Os atletas compraram a ideia de ter um time sempre forte, intenso, com jogo agressivo.”

O desafio de diminuir a queda de rendimento após o time sofrer um gol

“Juntamente com outros conceitos de futebol, é justamente esse equilíbrio de saber que não vamos controlar o jogo o tempo inteiro. O mais importante é que quando esteja sendo pressionado pelo adversário, tu entendas e não desvirtues para o retomar mais rápido o controle da partida.”

Conceitos de futebol


“Eu prefiro ter a bola. Porque se eu tenho a bola, também estou me defendendo. O meu ataque começa no goleiro, e a minha defesa começa no atacante. Embora o campo tenha 105 metros por 65 metros, o que define o jogo é 10 centímetros, meio pé que você chega na frente do zagueiro, um segundo que você chega antes. Consolidando esses processos, vamos ter uma equipe muito segura, com alternâncias na forma de jogar.”

Carreira de técnico

“Eu costumo falar que na verdade eu acho que nasci para ser treinador. Ser jogador foi apenas um estágio para isso. Eu sempre gostei muito de questões táticas. Consumo muita literatura sobre o assunto. Compro muito livro de fora porque é impressionante como se escreve pouco sobre isso no Brasil. Aprendo muito conversando com todo mundo. Com qualquer um.”

Qualidade do elenco


“A política do clube hoje é o aproveitamento das categorias de base. Os times campeões do Grêmio sempre tiveram muitos jovens que surgiram em casa. Vamos valorizar isso. Mesclando, claro, com jogadores experientes que acima de tudo estejam comprometidos. Temos um grupo com um bom tamanho, mas uma equipe como o Grêmio sempre está atento ao mercado.”

Necessidade de um goleador

“Ter vários jogadores decidindo é tão importante quanto ter um matador. Os nossos homens de frente que vêm atuando, Giuliano, Douglas, Luan, Yuri Mamute e Pedro Rocha, são responsáveis por 60% dos gols do Grêmio na temporada (o quinteto marcou 25 dos 42 gols). Um atacante que centraliza isso, contribui, mas desde que a sua característica não impeça e diminua os gols destes outros atletas. Com um cara só, você cria um padrão que é mais fácil de ser marcado.”

Carlos Muñoz
“Conheço tudo dele. E também de todos os jogadores que são oferecidos para a gente.”

Aproveitamento de Edinho e Maxi Rodríguez


“Sobre o Edinho, eu entendi que deveria ser reintegrado porque pode nos oferecer muito. Nos dá uma opção como primeiro volante, mas também pode jogar de zagueiro como fez muitas vezes na carreira. Além das qualidades técnicas, é uma liderança muito positiva no grupo. É um daqueles que eu chamo de jogadores guarda-chuva. Ele traz para a sua sombra, protegendo, os atletas mais novos. No Maxi, o que eu vi foi um jogador muito mais competitivo. Ele evoluiu muito nesse um ano fora do Grêmio, no Vasco e, principalmente, no Chile. Se conseguir aliar isso, vai ser um grande acréscimo.”

Ambições do time na temporada

“O andamento do Campeonato é que vai nos dizer onde podemos chegar. O meu desejo é que se consiga chegar com força lá na frente. O mais importante é não se distanciar desse primeiro bloco.”

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