Antes descartado no vestiário, o assunto rebaixamento já é admitido entre os jogadores do Grêmio. "Temos que trabalhar com esta hipótese sim, para sentirmos a pressão mesmo. Não podemos falar em Copa Libertadores se estamos entre os quatro últimos na tabela", admite o lateral Fábio Santos. Para promover a mudança do discurso admitido pelo ala canhoto, ontem, o técnico Renato Portaluppi reuniu o grupo de jogadores para um diálogo que se estendeu por mais de uma hora no gramado principal do Olímpico. À tarde, mexeu em todos os setores do time. Aos poucos, à sua maneira que nem de longe lembra os tempos de atleta, está sacudindo o vestiário.
"O Renato conversa muito com a gente. O clube não está bem. Não tem como eu ficar sorrindo na posição que o Grêmio está. O clube é muito grande para que fique se falando certas picuinhas", desabafa Borges. O atacante negou que tenha reclamado do treinador assim que recebeu as instruções para entrar no jogo contra o Ceará.
Se depender do último treino, Renato vai promover uma reformulação drástica na equipe que enfrenta o Santos amanhã. As mudanças afetam os três setores. Dentre as alternativas, Renato testou Souza na lateral direita, Vilson na zaga (ainda precisa de liberação na CBF para poder jogar), Fernando e Rochemback no meio de campo e Borges de volta ao ataque. A confirmarem as mudanças, estão perdendo a posição no time, Edilson, Neuton e Ferdinando. Adilson ainda se recupera de lesão na panturrilha e por isso não é opção.
Três meses depois da virada de 4 a 3 contra o mesmo Santos na Copa do Brasil, o Grêmio volta a encarar os "Meninos da Vila" em situação totalmente diferente. Para o zagueiro Rafael Marques, só existe uma saída para o momento de crise. "Futebol se resume a vitória", diz.
Fábio Santos diz que Grêmio ainda não pode falar em Copa Libertadores
Assunto rebaixamento já é admitido no vestiário Tricolor