Um ano e quatro meses depois de custar 2,3 milhões de euros ao Grêmio e com o segundo maior salário do atual elenco, Fernandinho virou uma moeda de troca de luxo para a próxima janela de transferências. O atacante nunca conseguiu se firmar no clube. Primeiro, enfrentou certa implicância de Felipão. Após uma passagem igualmente frustrante pela Itália, o jogador também não empolgou com Roger e está atrás de Pedro Rocha e Everton entre as alternativas de velocidade.
Nas últimas quatro rodadas do Brasileirão, ele participou apenas por 12 minutos contra o Vasco. Desde o seu retorno do empréstimo ao Hellas Verona, no primeiro semestre, o atleta atuou em 21 dos 28 jogos da equipe. Uma boa participação. No entanto, em somente sete foi titular. Acumulou 806 minutos, uma média de 38 minutos por jogo.
A pior marca é o numero de gols. Desde a sua contratação em julho de 2014, marcou apenas uma vez. Somando o total de tempo em campo na primeira passagem, na Itália e agora, são 1377 minutos — ou quase 23 horas em campo — e somente um gol, anotado no Gre-Nal.
A atuação na goleada por 5 a 0 foi o seu grande momento. Entrou no segundo tempo, quando o placar já estava 3 a 0, fez o quarto e construiu a jogada do quinto, marcado por Réver, contra. Até entrou algumas vezes bem depois disso, o que lhe garantiu uma sequência como titular no início do segundo turno. Porém, não agradou e voltou à reserva.
A direção gremista não fala no assunto para não desmobilizar o elenco na reta final. A aposta, no entanto, é que esse tipo de negócio será corriqueiro na janela. “Acredito que a troca de jogadores será muito comum. Sem a possibilidade de contar com investidores, os clubes terão que utilizar os seus ativos na busca por reforços”, diz Rui Costa.
Fernandinho vira moeda de troca no Grêmio
Atacante não conseguiu se firmar no time de Roger Machado