Tricolor fanático, o ex-jogador não quis, no entanto, palpitar resultado do confronto, válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. “Gostaria muito que o Grêmio ganhasse esse jogo, mas eu não vou arriscar resultado”, disse Tarciso que listou as principais qualidades do atual time gremista. “O Grêmio mudou da água água para o vinho desde a chegada do Renato. O time voltou a ter pegada, raça. Um jogador se machuca, entra o reserva e consegue substituí-lo a altura. Isso é resultado do trabalho do Renato. Tenho certeza que o final do ano será consagrador. A Libertadores é o mínimo", apostou.

Diego Clementino, o novo Tarciso
Tarciso também comparou a sua chegada ao Grêmio com a do jovem Diego Clementino. “Vejo no Diego a mesma garra e vontade que eu tinha quando cheguei aqui em Porto Alegre. Assim como eu, ele está vindo de um clube pequeno, com uma vontade e um empenho enorme. Acho que a comissão técnica, a direção e os jogadores do Grêmio estão de parabéns.”
Sobre o desempenho individual dos dois principais atacantes de Inter e Grêmio – Alecsandro e Jonas – Tarciso apostou na melhor fase do atleta tricolor, mas pregou respeito ao camisa nove colorado. “Eu sinto o Jonas em um melhor momento, porque vem jogando cada vez melhor. Ganhando confiança, personalidade e ritmo de jogo. O Alecsandro andou tendo paradas por lesão e perdeu um pouco o ritmo de jogo. Mas ele é um grande jogador e eu tenho certeza que o Renato vai preparar uma marcação especial para ele”, analisou.
Gre-Nal de 1977
Acostumado a marcar gols importantes, Tarciso curiosamente destaca o Gre-Nal em que ele errou um pênalti como o que mais marcou a sua trajetória. “Aquele Gre-Nal da final do Gauchão de 1977, em que eu errei um pênalti, ficou marcado na minha memória. Eu já tinha batido uns 20 pênaltis pelo Grêmio e nunca tinha errado, mas naquele jogo decisivo, eu errei. No final, acabamos nos sagrando campeões com gol do André Catimba. Foi emocionante”, relembrou.