Apesar da eliminação tricolor no Campeonato Gaúcho diante do Juventude, no último sábado, o departamento de futebol assegura que a demissão do treinador não está sendo cogitada no clube. "O trabalho não está vinculado ao resultado do jogo de quarta", afirma o diretor executivo de futebol, Rui Costa.
O clima no clube, contudo, é pesado. Nesse domingo pela manhã, o gerente de futebol Marcos Chitolina teve uma conversa de 40 minutos com Luxemburgo, na qual foram avaliados os motivos pelo qual o desempenho da equipe está bem abaixo do esperado. "Temos condição de jogar mais sim. A direção ofereceu boas possibilidades, fez o trabalho dela", observa Chitolina.
Integrantes do Conselho de Administração negam ter sido procurados para uma avaliação sobre a permanência ou não do treinador no cargo. Além de uma multa rescisória alta, a falta de opções no mercado seria um obstáculo. Para completar, avaliações internas lembram que se por um lado o técnico não tem seus melhores desempenhos em Libertadores, por outro é um exímio vencedor de Brasileiros.
No sábado, Luxemburgo usou a própria trajetória para lembrar que mesmo equipes futuramente vencedoras passam por percalços. "Eu, no Corinthians, perdi meus primeiros cinco jogos. São momentos delicados, mas a firmeza e a certeza do que se está fazendo faz com que você caminhe", avalia ele, para logo adiante lembrar: "O mesmo torcedor que ano passado pediu pra eu ficar é que agora me critica. Futebol é assim".