Fortunati questionou a palavra do parlamentar, que – assim como o prefeito – era conselheiro do Grêmio em 2008, época na qual o projeto da Arena foi aprovado no clube. “Ele participou das mesmas discussões que eu. Fizemos uma ampla discussão. O que foi acordado e contou com aprovação do conselheiro Pedro Ruas e do conselheiro José Fortunati prevê a entrega do Olímpico à OAS. Como prefeito e conselheiro do Grêmio, vou manter minha palavra. Para mim não há polêmica sobre isso”, declarou.
Se a proposta de Ruas for aprovada, a OAS Construtora ficaria proibida de destruir o prédio e retirar o gramado. Conforme o projeto do parlamentar, somente os campos suplementares e o ginásio teriam viabilidade para ser utilizados com fins comerciais. De outro lado, se a demolição ocorrer antes da sanção do projeto, não há como o legislador intervir.
Procurada pela reportagem da Rádio Guaíba, a OAS informou que não pretende se pronunciar sobre o assunto. O projeto da construtora é construir torres de prédios residenciais no local. Conforme Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos, empresa responsável por fazer a ligação entre o clube e a empreiteira, contratualmente o Grêmio recebe a Arena e repassa o Olímpico à OAS. Questionado, ele disse que as indagações referentes a possíveis prejuízos causados pela aprovação do projeto devem ser encaminhados direto à construtora.