Sobre a responsabilidade de suprir a ausência de Renato, negociado com o Flamengo, Veras garante que a atuação no Gre-Nal lhe deu tranquilidade para seguir adiante. “A partir dali e com bons jogos nas partidas seguintes eu pude construir uma boa carreira dentro do Grêmio”, lembra. Para Jorge Veras, o significado do clássico é incomensurável. “Um Gre-Nal mexe com o Estado todo. A torcida e a imprensa só falam no clássico. É um jogo que você precisa ter uma concentração enorme para conseguir o objetivo que é a vitória”, argumentou.
Além da estreia, Jorge Veras lembra de outro encontro inesquecível com o Inter. “Não posso deixar de lembrar do Gre-Nal em que nós conquistamos o tricampeonato gaúcho de 1987. Naquela partida eu fiz o gol do título, depois de receber uma bola do Valdo e tirar o Taffarel da jogada.” Depois que o ex-ponta-esquerda balançou as redes, o jogo terminou em 3 a 2 e a taça foi para o estádio Olímpico.
A importância de Renato no Grêmio
Jorge Veras acredita que o trabalho de Renato Portaluppi pode ser consolidado com uma vitória no Gre-Nal do próximo domingo. “Renato chegou e mudou a cara do Grêmio. Acredito que se vencer, o time pode alcançar a Libertadores e o clube não pode ficar fora dessa competição”, considera.
A atual fase de Jonas é classificada como brilhante por Jorge Veras. O ex-jogador do Grêmio confessa que tem acompanhado o crescimento do atleta no futebol nacional. “Notei ele no Guarani e no Santos. Nesses dois clubes ele fazia gols, mas não com essa quantidade que tem feito pelo Grêmio. É um cara rápido e que possui um grande poder de finalização com as duas pernas. Espero que ele continue com esse bom momento para ajudar o clube no clássico e no Brasileirão.”
O esquecimento
Mesmo com a época de glórias que teve pelo Grêmio, Jorge Veras relatou para reportagem que foi esquecido por pessoas do clube gaúcho. “Infelizmente, quando o Grêmio esteve aqui para enfrentar o Ceará (Veras mora em Fortaleza), apenas o Paulo Paixão e o segurança falaram comigo. Antes, eu era muito bem tratado pelo Verardi (superintendente do Grêmio). No entanto, as pessoas que integram a instituição hoje não me trataram muito bem. Isso acontece, mas não vou deixar de ter carinho pelo Tricolor”, revela. “Fui tratado com mais carinho pelo pessoal do Inter. Até mexeram comigo sobre o tempo em que jogava contra eles.”
O Correio do Povo está fazendo uma série especial com os artilheiros da dupla Gre-Nal. Confira as outras entrevistas publicadas ao longo desta semana:
Rodrigo Mendes
Valdomiro
Tarciso
Fabiano