De acordo com o assessor especial da presidência do Grêmio, Luiz Moreira, que esteve presente no encontro, o espaço utilizado pela Geral não foi interditado. "A única determinação que nos foi passada foi que qualquer torcedor que seja identificado com a Geral não poderá entrar no estádio. As barras (faixas) que costumávamos a ver no Olímpico também não poderão ser colocadas naquele espaço", argumentou. Além de Moreira, o clube esteve representado pelo diretor executivo jurídico Gustavo Pinheiro e pelo membro do conselho administrativo Marco Antônio Scapini.
Moreira afirmou que a suspensão ocorrerá até o Ministério Público analisar os autos do caso e entrar com representação na Justiça. "Na verdade o clube não foi punido, e sim os torcedores. Nós apenas vamos cumprir essa determinação", acrescentou. Segundo a promotora Sônia Mensch, ficou definido também o corte dos subsídios do clube à torcida e a colocação de grades para separar a torcida
Invasão do Jecrim
No último domingo, após o clássico Gre-Nal, 20 pessoas foram detidas pela Brigada Militar, suspeitas de participar de uma briga na Geral. Para as pessoas identificadas na ocasião, o juiz aplicou termos circunstanciados, exceto para os reincidentes em brigas. O episódio mais grave aconteceu por volta das 19h30min, quando um grupo da Geral invadiu o Jecrim na intenção de libertar os companheiros detidos. Os invasores também acabaram detidos. Antes, eles teriam participado de uma briga contra integrantes da Velha Escola e da Máfia, na avenida Carlos Barbosa.
Vinte membros da Geral do Grêmio foram presos após as brigas no clássico Gre-Nal / Foto: Tarsila Pereira
