Quando se trata de semana Gre-Nal a agenda apresentar um outro jogo no caminho não diminui o clima de mistério costumeiro dos dias que antecedem o clássico. Ao contrário, até aumenta, pois divide as atenções de quem tem decisões por tomar e de quem tem de decifrá-las. É o caso do jogo contra o Fortaleza nesta quarta-feira e mais especificamente sobre a posição de goleiro no Grêmio.
São três nomes para uma vaga e se for levado adiante o rodízio promovido por Renato Portaluppi nas últimas semanas, quem pegar os cearenses no Castelão tem menor chance de começar jogando no Couto Pereira contra o Inter. A primeira questão a desvendar é 'se' a medida vai continuar e a segunda seria 'até quando', pois é raríssimo um treinador manter a alternância em uma posição em que o ritmo de jogo e confiança parecem mais fundamentais.
Desde que passou a ter três opções para a função, o treinador não quis antecipar um dono da posição. Sem poder atuar na Copa do Brasil por ter jogado a competição pelo Cruzeiro, e na Libertadores por não estar então inscrito, Rafael Cabral vinha jogando o Brasileirão. Vinha, pois Caíque, o escolhido para os jogos da Copa do Brasil, jogou contra o Botafogo no final de semana. E Marchesín, titular no torneio internacional, jogou pela última vez contra o Estudiantes dia 8. Ou seja, se for guardado apenas para o clássico, o argentino, único dos três com experiência em Gre-Nal, seria o jogador com o maior tempo entre um jogo e outro: 15 dias no total. Cabral jogou contra o Flamengo na quarta-feira passada.
Nesse aspecto do mistério, a partida contra o Fortaleza favorece Renato. Ao mesmo tempo em que a escolha pelo goleiro sugere que outro jogue o Gre-Nal, dar ritmo de jogo pode ser um argumento utilizado por ele. O fato é que independentemente do goleiro escolhido e do jogo em que ele atuar, a necessidade do time é de somar pontos. Contra o Fortaleza, o Grêmio começa a rodada na zona do rebaixamento e contra o Inter a situação pode ser ainda pior, o que só tensiona qualquer movimento até lá.