Desde que chegou ao Grêmio, Giuliano jogou com dores. Sofre de pubalgia, inflamação que aflige os músculos na região da virilha, limitando a maioria dos movimentos normais do futebol. Agora, o clube decidiu preservá-lo. Contratado do Dnipro por mais de R$ 15 milhões, ele ainda não teve desempenho à altura da expectativa. O Tricolor crê que o problema no púbis é o motivo. “Em uma decisão de comum acordo do departamento médico, resolvemos preservar a imagem do atleta. É impossível para um jogador render tudo que sabe sentindo dores”, diz o diretor médico Saul Berdichevski.
Depois de três meses alternando treinos e jogos com fisioterapia, Giuliano fará apenas tratamento por tempo indeterminado. Não está descartada a opção de cirurgia. Neste caso, ele só voltaria em 2015. No fim de semana, o médico Felipe do Canto afirmou tratar-se de um problema crônico. Nessa segunda-feira, Berdichevski negou a informação e garantiu que é caso para tratamento clínico. Segundo ele, o jogador não sofria de pubalgia antes de jogar no Grêmio. “Pelo que vi na ficha dele, começou a apresentar o problema aqui”, relata.
Berdichevski explica que os exames realizados durante o processo da contratação mais cara da temporada não teriam como diagnosticar as dores no púbis. Não seria a mesma coisa que detectar uma distensão, ruptura ou fratura. “É como dor de dente. Se você não avisar o médico, ele não vai te perguntar”, exemplifica.
Grêmio acredita que pubalgia tem afetado desempenho de Giuliano
Contratado por R$ 15 milhões, meia será preservado para se recuperar do problema