No sábado, durante a entrevista coletiva após a goleada contra o Ceará, o técnico surpreendeu a todos ao contrariar a expectativa positiva que se tinha desde a sexta-feira em relação à reunião de Antônio Vicente Martins, futuro vice de futebol, com Gérson Oldenburg, procurador de Renato. Na ocasião, foi apresentada uma oferta de dois anos de contrato. Mas, a julgar pelo semblante de Renato, os números apresentados ficaram distante do que ele pretende ganhar.
"Às vezes o sorriso responde, às vezes não. Não gostei. Próxima pergunta", disse o técnico, momentos antes de falar um pouco mais sobre o assunto. "As negociações são assim mesmo, com chateação ou sorrisos. Já botei uma pessoa para cuidar disso porque minha cabeça está na luta pela vaga na Libertadores até o fim. Eu quero ficar, mas até agora não evoluiu nada. Dia 6 de dezembro vou para o Rio de Janeiro de férias com o contrato renovado ou não", avisou Renato.
Para o presidente Odone, a situação não foge muito ao que disse o treinador. "Negociações com cifras são sempre delicadas. Vamos aguardar. Estou realista", revela o dirigente. Somente depois da definição do nome do treinador para a próxima temporada, a questão envolvendo Paulo e Anderson Paixão será decidida. A tendência é só o filho permanecer no Olímpico.
