Juvenal Juvêncio foi um dos presidentes que mais deu apoio a Fábio Koff na dissolução do Clube dos 13, sempre sendo a favor da manutenção da entidade e lamentando o seu fim. Por isso, o tema é tratado com extremo zelo pelo Grêmio, com cada passo sendo milimetricamente calculado. “Vamos apoiar os outros times”, limita-se a falar o assessor de futebol, Marcos Chitolina.
O São Paulo é acusado de aliciar atletas — em outras oportunidades, já foi demonizado pela falta de ética nos profissionais. Para evitar uma disputa belicosa entre todos, foi elaborado um código de ética entre os 40 maiores times do País. Curiosamente, o mentor foi Ney Franco — hoje técnico do São Paulo — quando ainda estava à frente da Seleção Sub-20. Só que o clube paulista não o respeita. Garotos prestes a assinar o primeiro contrato recebem propostas vantajosas financeiramente e deixam os clubes formadores sem nenhuma compensação.
O primeiro entrave estaria na Taça BH. O Grêmio agradeceu que uma resolução surgisse antes, sem a necessidade de tomar um lado. Depois de muitas equipes, entre elas Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo e Vasco, avisarem que não participariam da competição, a organização recuou no convite ao São Paulo. Por sua vez, o time paulista alegou ter desistido de participar pelo calendário apertado.
O jogo de bastidores deve seguir no segundo semestre, e a disputa aponta para as competições organizadas pela CBF, como as Copas do Brasil Sub-17 e Sub-20. Como são organizadas pela entidade oficial e vendidas para a televisão, fica mais complicado realizar o boicote. Assim, a Copa SP, no início de 2014, poderia ser a grande cartada da união dos clubes. Se nada mudar, os organizadores terão que decidir entre esvaziar a competição ou abrir mão do São Paulo.