“É preciso vender alguém. Pode ser que pinte algo”, acredita um dirigente gremista. Vendas para mercados menores — como o mundo árabe — podem auxiliar, mas não trazem a solução completa. O mesmo vale para a possível saída de Werley, que renderia 3 milhões de euros, cerca de R$ 9 milhões, para o futebol italiano. “Uns R$ 10 milhões ajudam, mas são insuficientes para fecharmos o ano”, acrescenta.
Com as receitas do primeiro semestre, a situação é tranquila atualmente. O atraso do direito de imagem é de apenas um mês, referente a julho. No entanto, uma solução alternativa precisa ser encontrada com a proximidade do encerramento da janela no mercado que mais lucros poderia lhe render. Negociar parte dos direitos econômicos de alguns jovens jogadores para investidores pode ser uma das saídas. Isso já foi feito, por exemplo, com o volante Ramiro e o zagueiro Bressan no início da temporada. Garantiria uma receita mínima e adiaria a necessidade imediata de venda para a reabertura do período de contratações na Europa em janeiro, ou fevereiro na Rússia e Ucrânia.
O Grêmio acreditava que não faltariam propostas para levar Luan. Uma venda que garantiria em torno de 12 milhões de euros, R$ 36 milhões, apenas para o clube. Ela não se concretizou até hoje. Seria a solução para terminar 2014 com as contas no azul.