"Se a determinação for acabar com a avalanche, acataremos. Queremos preservar a área popular", salientou o presidente do Grêmio, Fábio Koff. Umas das soluções seria a instalação de gradis, assim como foi feito para limitar a avalanche. "O público do futebol não é o de balé. Há a necessidade de ter um espaço para quem fica de pé, quem pula", destacou Eduardo Antonini.
O clube quer evitar a elitização da Arena. A instalação de cadeiras acarretaria no aumento do valor do ingresso. Em jogos da Libertadores, por exemplo, o mais barato passaria de R$ 40 para R$ 80. Para os jogos contra o São José e o Santa Cruz, quando o setor estará fechado, os cerca de 3 mil sócios que têm o seu lugar naquele espaço serão realocados para trás do outro gol.
A queda de sete torcedores gerará a transformação do local. O setor será fechado nos próximos compromissos. Sem isso, o Estado solicitaria a interdição não somente da arquibancada, mas de todo o estádio. "Nenhum jogo ocorreria mais lá se aquele espaço ficasse como está", ressaltou o secretário de Segurança Pública do Estado, Airton Michels, depois de uma reunião com representantes do Corpo de Bombeiros e a Brigada Militar. No entanto, o poder público voltará a exigir a instalação de cadeiras no setor. "A secretaria não vai aceitar nenhuma outra hipótese que não seja a instalação de cadeiras, como era o plano original de construção que foi apresentado", completou Michels.
Na próxima semana, no dia 6 de fevereiro, uma reunião está agendada entre as partes e o Ministério Público. O objetivo é encontrar uma solução em tempo hábil para que o espaço seja liberado para o dia 14, quando o Grêmio estreia na fase de grupos da Libertadores da América, contra o Huachipato, do Chile.