No clássico pela primeira fase do Gauchão, a equipe ainda era vista com desconfiança. Tinha alternado boas atuações, como na estreia diante do Aimoré, com outras que deixaram a desejar, como contra o Juventude. O empate por 1 a 1 no Gre-Nal foi o ponto de partida para o seu crescimento. Lá, Luan começou a despontar como titular absoluto, e Enderson Moreira firmou o trio Edinho, Ramiro e Riveros.
O Grêmio ganhou corpo e embalou desde então. “A equipe evoluiu bem em cima daquilo que a gente coloca como proposta de jogo”, destaca Enderson Moreira. Somaram-se às boas apresentações bons resultados, tanto na Libertadores como no Estadual, criando um otimismo no torcedor. “Os resultados positivos trazem confiança. A gente tem criado boas oportunidades, precisamos convertê-las. Temos que continuar com este desenvolvimento”, acrescenta o comandante gremista.
O Grêmio passou a ser visto com outros olhos após atuações como a do primeiro Gre-Nal, contra Nacional, Atlético Nacional e Newell’s Old Boys. Saltou para a lista dos principais favoritos na Libertadores. “Evoluímos muito. A confiança aumentou, o respeito dos adversário cresceu, o nosso entrosamento. Demos boas respostas nos grandes jogos”, ressalta o zagueiro Werley.
Os bons resultados — com apenas uma derrota com o elenco principal na temporada —, porém, não significam que a estrutura não foi mexida desde o outro clássico. O Grêmio mudou a sua formação nos últimos jogos a partir do segundo tempo contra o Newell’s na Arena. A alternativa com três atacantes, tendo Luan e Zé Roberto abertos pelos lados, foi alterada. Enderson optou por uma linha com quatro atletas no meio-campo e Luan flutuando na frente dela para suprimir os perigos da equipe argentina na etapa inicial.
A nova formação deu tão certo que foi mantida para o confronto em Rosario e as outras partidas do Gauchão. Dudu, aberto no lado esquerdo, caiu como uma luva. Em termos de escalação, até pode ser somente uma mudança, mas o Grêmio é outro em relação ao primeiro Gre-Nal.