A obra do CT do Humaitá, próxima das rodovias BR 290 e BR 448, ainda não está acabada e vai custar, no total, cerca de R$ 14 milhões. O último montante de recursos será liberado após a assinatura do novo contrato entre clube e OAS para gestão da Arena, o que deve ocorrer nos primeiros dias de janeiro. Desta forma, a estrutura tem previsão de conclusão para março.
"O Grêmio paga uma locação naquela área. Tecnicamente, não é o local adequado e fica na saída da BR 448", definiu Bolzan. "É uma locação que se paga mensalmente e trabalhamos para doação definitiva. Mas o Governo do Estado coloca alguns encargos. Não é vantajoso a nós neste momento", acrescentou o presidente interino.
Ele acredita que a melhor alternativa é trabalhar com o atual campo de treinos do Tricolor. "Estamos com uma ideia aprofundada de fazer a revalorização e colocação do elenco profissional e da base no CT de Eldorado do Sul, tornando o CT Humaitá mais um valor agregado ao clube, mas para outras questões que possam ser utilizadas adequadamente", explicou.
Para Bolzan Júnior, a gestão anterior do Grêmio, ao assinar com a OAS, não analisou bem o local. "O CT é uma obra que tecnicamente, naquela localização, não teve avaliação adequada. Todo dinheiro que foi investido ali, se tivesse sido investido em Eldorado, onde o Grêmio tem um espaço fantástico, poderia projetar a ocupação da base e do profissional", relatou o dirigente. O CT do Humaitá foi idealizado na gestão do presidente Paulo Odone. Para quem, indiretamente, recaem as críticas.
O clube gaúcho irá, em breve, fazer sua mudança definitiva para a Arena. Após a assinatura do novo contrato com a OAS, o Tricolor tem 90 dias para deixar o Olímpico e rumar sua parte administrativa para a nova casa. A implosão do estádio ainda não tem data definida.