O processo todo foi encabeçado por Remi Acord e Irany Sant'Anna Jr. Ambos tiveram ainda a ajuda do integrante do Conselho de Administração Adalberto Preis, que ficou na retaguarda das conversas, na análise dos contratos. A dupla criou toda a engenharia financeira proposta para a OAS. A abertura com os executivos da empresa só aconteceu pelo prestígio de Fábio Koff. Assim, o negócio "deixa de ser péssimo para ser viável", segundo uma fonte.
O grande entrave no negócio era o pagamento anual de quase R$ 43 milhões para que os sócios gremistas mantivessem seus direitos dentro da Arena. Um aluguel que gerou uma dívida inicial entre Grêmio e Arena Porto-Alegrense, a empresa gestora o estádio. Os dirigentes da atual gestão chegaram a dizer que tal situação inviabilizaria financeiramente o clube. Só com o investimento no futebol, no primeiro trimestre, o Tricolor teve um déficit de R$ 28 milhões que terá de ser recuperado nas épocas do ano restantes. Este valor será reduzido a partir de agora.
Na reunião do dia 11 de junho, o Conselho Deliberativo receberá os estudos realizados por uma consultoria à pedido de Koff e o que foi negociado com a OAS. O mandatário gremista também conseguiu que o clube tenha participação nos lucros dos imóveis que serão construídos no local que hoje é o estádio Olímpico. Uma parcela também do que for construído no entorno da Arena, no bairro Humaitá, entra no negócio.
Em contrapartida, a OAS pode ficar com um maior tempo de exploração do novo estádio. Esta última situação não foi confirmada pela fonte próxima ao presidente gremista. Publicamente, o clube não confirma nada do que foi negociado e espera o dia 11 para anunciar tudo.