A última disputa marcante foi há mais de 15 anos. Em 1998, pelas quartas de final do Estadual, o jogo foi marcado pela declaração polêmica de Sebastião Lazaroni, então técnico do Grêmio, acusando os jogadores do Brasil de atuarem dopados. Na primeira partida, empate em Pelotas em 0 a 0. Na volta, surpresa em pleno estádio Olímpico. Vitória e festa xavantes por 2 a 1 com gols de Cléber e Taílson. A eliminação acabou causando a queda do treinador gremista.
Um ano antes, o Grêmio levou a melhor sobre o Brasil. A exemplo de hoje, também valia vaga na decisão. Dois empates, 1 a 1 em Rio Grande — porque o Bento Freitas estava interditado — e 2 a 2 no Olímpico, levaram a disputa para os pênaltis, com vitória gremista. Uma história que começou logo no primeiro Campeonato Gaúcho, há quase 100 anos. Em 1919, com ambos campeões das suas regiões, o Brasil goleou na Baixada: 5 a 1.
Os dois rebaixamentos recentes do clube de Pelotas, em 1999 e 2009, relegaram os encontros marcantes apenas para o passado. Entre 2005 e 2009, quando o Brasil esteve de volta à elite gaúcha, os embates sempre foram pelas fases iniciais, normalmente com vitórias fáceis do Grêmio em Porto Alegre e empates ou triunfos do Brasil na sua casa.
“Me lembro de ter jogado no Bento Freitas em 2007. Os titulares foram poupados e eles precisavam da vitória. Acabaram nos derrotando por 1 a 0. Lá é muito difícil de jogar”, recorda Marcelo Grohe. Nesta noite, Grêmio e Brasil de Pelotas deixam de fazer parte apenas do passado do futebol Gaúcho. Um confronto com tanta história hoje vale uma vaga na decisão de 2014.