Um dos maiores salários do elenco, o jogador tinha mais 18 meses de contrato. Seriam R$ 5 milhões a serem pagos até o meio de 2014. Sabendo que dificilmente surgiria um interessado até lá, a direção tratou de negociar o fim antecipado do vínculo. Nos últimos dias, as duas partes acertaram a rescisão, oficializada na tarde de ontem no Olímpico, com o pagamento de R$ 2 milhões parcelados ao atleta.
Um dos principais destaques na arrancada gremista no Campeonato Brasileiro de 2010, Gabriel só repetiu as boas atuações até o primeiro semestre de 2011, quando acabou comprado do Panathinaikos. Desde então, não rendeu mais o mesmo. Amargou o banco e, por fim, nas mãos de Luxemburgo, acabou virando terceira ou quarta alternativa para a posição. O relacionamento com o técnico, que não era bom, ruiu completamente no início do ano. O forte discurso do treinador sobre comprometimento na reapresentação tinha o atleta como um dos destinatários.
A saída, no entanto, não será solitária. Edilson e Anderson Pico devem ser os próximos. O contrato do lateral-direito é só até fevereiro e ele está acertando a ida para o Botafogo. Já Pico tem um vínculo até o fim de 2014, e a direção tenta chegar a um acordo para rescindí-lo.
A volta de Marquinhos ao Avaí, mesmo que o Grêmio siga pagando parte dos salários, é outra a aliviar a folha. E o argentino Bertoglio, outra vez lesionado, é mais um que pode aparecer na relação de despedidas. No longo prazo, o cofre agradece.