A imprecisão dos prazos de retorno dificulta ainda mais as pretensões gremistas para retomar o mínimo de normalidade. O jogo desta quarta-feira contra o Fortaleza é o sétimo longe de casa em seis cidades diferentes desde o dia 16 de maio quando o grupo começou a peregrinação para preencher todo o calendário previsto. Ainda não há uma data concreta para que os treinos pelo menos retornem para Porto Alegre. De certo, por ora, a certeza de que os próximos dias também serão de dificuldades de logística sob risco de comprometimento da campanha no Campeonato Brasileiro.
"Será assim durante todo o primeiro turno, devido à dificuldade de não jogarmos em casa. Acredito que as coisas melhorem para o nosso lado no segundo turno. No primeiro turno, será isso. Buscamos os melhores resultados, mas no Brasileirão é difícil jogar fora de casa", disse Renato no último domingo, logo depois de pedir paciência ao torcedor com a derrota para o Botafogo.
Depois do Gre-Nal no próximo sábado, em Curitiba, a delegação viaja para Goiânia onde encara o Atlético-GO no meio da outra semana. No dia 30, o Grêmio tem o mando de campo contra o Fluminense e, caso confirme a partida para o estádio Centenário, em Caxias do Sul, voltaria ao Rio Grande do Sul quase 45 dias depois de deixar o estado rumo ao CT do Corinthians, na capital paulista onde deu início à vida de mochileiro.
A previsão de Renato sobre o segundo turno, porém ainda não encontra ponto final no drama gremista, uma vez que ainda não há perspectiva de retorno à Arena. A empresa que administra o estádio recém efetivou a troca do gramado, mas ainda está longe de resolver todos os problemas de infraestrutura, principalmente no que diz respeito à parte de energia. Caso decida por ser mandante em território gaúcho ainda na primeira metade do Brasileirão, o Grêmio teria maioria da torcida nos estádios contra o próprio Fluminense, Palmeiras, Cruzeiro e Vitória. Ou seja, 12 pontos em disputa, o dobro do que o time possui na tabela antes de enfrentar o Fortaleza.