Quando o novo departamento de futebol do Grêmio foi apresentado, na semana passada, o vice presidente de futebol Alexandre Rossato destacou que a prioridade do clube no momento era a contratação de um novo treinador para a temporada 2025. Em dado momento da entrevista coletiva, o dirigente preocupou-se em não estabelecer uma data para definir quem será o sucessor de Renato Portaluppi na casamata tricolor: “Queremos anunciar o quanto antes, mas não temos um prazo”. No entanto, internamente, o clube sabe que está correndo contra o tempo e trabalha sim, senão com um prazo, pelo menos com uma data limite que não deixe o clube para trás.
"Não perdemos nenhum tempo em relação aos nossos concorrentes ou adversários por enquanto. Claro, se demorarmos muito mais do que isso... Se na semana que vem não tivermos um treinador e invadirmos a outra semana, aí sim estaremos atrasados. Mas não pretendemos que isso ocorra”, afirma o diretor de futebol Guto Peixoto.
O dirigente pondera que o mercado não está se movimentado muito até o momento e lembra que nenhuma grande contratação foi feita oficialmente. De acordo com ele, o que está ocorrendo são monitoramentos, acompanhamentos e contatos. E neste sentido, o Grêmio, muito em função do setor de análise, já tem à disposição um mapeamento de possíveis reforços. Mas que tudo depende da vinda do novo técnico para dar o aval.
Peixoto lembra ainda que há um outro obstáculo para o Tricolor – e vários outros clubes – que é a adoção da SAF por várias equipes no país, o que tende a desequilibrar a balança no sentido das contratações. “Já não bastava o poderio econômico do Flamengo e Palmeiras, tem as SAFs que estão se reforçando”, avalia. Para o diretor de futebol, a saída nestes casos é buscar na criatividade alternativas de bons nomes que sejam viáveis financeiramente.
Até o momento, na busca pelo sucessor de Renato, o Grêmio já recebeu uma negativa formal, de Tite. Além dele, o clube teria procurado outros nomes como Fábio Carille, Luís Castro e Hernán Crespo.