O glamour da Libertadores fica praticamente restrito à participação e ao status que o clube ganha. A premiação está longe de acompanhar isso e não chega aos pés dos valores pomposos pagos pela prima europeia, a Liga dos Campeões. A promessa da Conmebol é aumentar as cotas congeladas nos últimos dois anos. A alta do dólar, neste caso, é comemorada pelo Grêmio. Os dirigentes apoiam-se também no crescimento do quadro social para alavancar as receitas — já que não podem contar com a bilheteria dos jogos, outra fonte importante para as equipes participantes, que ficam com a Arena Porto-Alegrense.
Pela média dos últimos dois reajustes, para 2013 e para a edição seguinte, a cota da fase de grupos aumentaria em 60%. Saltaria, assim, de US$ 900 mil para mais de US$ 1,4 milhão, quase R$ 5,5 milhões. As oitavas de final e as quartas de final da competição tiveram o maior reajuste, entre 70% e 80%. O crescimento chegou a 50% na semifinal, 30% para o vice e 7,5% para o campeão. O anúncio oficial da entidade ocorre na próxima reunião da entidade, em 21 de dezembro, véspera do sorteio, no Paraguai.
O quadro social é a outra fonte de renda para o Grêmio lucrar com a sua participação na Libertadores. Atualmente, o clube conta com 47 mil sócios adimplentes. A projeção é que possa angariar até 10 mil novas associações, gerando uma receita mensal de R$ 800 mil. Em 2015, o quadro social rendeu R$ 45 milhões aos cofres gremistas, média mensal de R$ 3,75 milhões.
A classificação para o torneio, por outro lado, também acarreta um investimento maior. No caso do Grêmio, a folha saltará de R$ 5,2 milhões, agora em dezembro, para R$ 6 milhões — incluindo encargos e direitos de imagem. Neste ano, porém, a média acabou ficando justamente em R$ 6 milhões, em virtude de jogadores que participaram de parte da temporada e elevaram a conta, como Barcos, Marcelo Moreno e Rhodolfo.
Grêmio espera mais lucros para 2016
Clube projeta um aumento de até 10 mil novos sócios