As duas opções estão diretamente ligadas também ao futuro da seleção argentina. Sabella, embora já tenha deixado claro que não deseja seguir, ainda não oficializou a decisão. Tata Martino era o principal candidato a substituto, porém José Pékerman, da Colômbia, ganhou muita força. Uma definição na AFA pode acabar atingindo diretamente o Grêmio. “Não há preconceito com estrangeiro. O futebol está muito globalizado”, diz o diretor executivo de Futebol, Rui Costa.
O sonho da direção era contar com os retornos de Tite ou Felipão. Ontem pela manhã, no entanto, veio a resposta negativa do ex-comandante do Corinthians, que já era esperada desde a noite de domingo. O seu desejo, depois de a negociação com o Japão não evoluir, é assumir uma seleção.
Ainda há uma esperança, mesmo remota, de que Felipão responda positivamente. O poder de convencimento de Fábio Koff, seu amigo de longa data, é o trunfo. Sem o aceno do ex-técnico da Seleção, a direção conversa com os argentinos. O nome de Cuca, hoje no futebol chinês chegou a ser especulado, mas a direção nega ter interesse no técnico no momento. Nesta manhã, o grupo reapresenta-se sob o comando de André Jardine, do time sub-20.
Sonho antigo do Grêmio
Poderia parecer impossível sonhar com um técnico que estava no Barcelona há dois meses. Gerardo Martino já esteve na pauta gremista na saída de Vanderlei Luxemburgo. Seu nome surgiu desde a campanha do Newell’s Old Boys na Libertadores.
À época, sua saída estava encaminhada da equipe argentina, mesmo com a semifinal na competição continental. Com problemas pessoais, ele desejava um tempo parado. Veio, no entanto, o convite do gigante da Espanha e era impossível não aceitar.
Porém, é tido como um treinador que reluta em assumir um trabalho no meio da temporada. Além disso, seu salário deu um salto de patamar com a passagem pelo Barcelona. Dos quase R$ 170 mil na Argentina passou a receber mais de R$ 1,3 milhão por mês na Europa. Era tido também como o principal candidato à vaga de Sabella na Argentina, mas perdeu o favoritismo para José Pekerman.
Sabella pode deixar a seleção
O técnico vice-campeão da Copa do Mundo recebia R$ 150 mil mensais - um salário de técnico emergente no futebol brasileiro. Mesmo com a promessa de uma valorização financeira, Alejandro Sabella deixa a entender que não deseja seguir no comando da seleção argentina.
A reunião com o presidente da AFA, Julio Grondona, era para ter acontecido na semana passada. O encontro, porém, foi adiado por diversas vezes. Nessa segunda-feira, mais uma vez foi postergado pelos dirigentes. Uma informação de jornalistas do pais vizinho chega a dar conta de que os dois teriam participado de um churrasco nesse domingo, na casa do mandatário do futebol argentino.
A indefinição, porém, segue e chega a causar um certo desconforto na entidade. "Não houve contato com o Grêmio. Se ele não seguir na seleção, não trabalhará até outubro ou novembro", ressalta o empresário do técnico, Eugenio López.