“A prioridade é (treino) técnico e tático. A parte física terá só manutenção, não vai ter ganho de performance. Por isso preferimos ter um ou talvez dois dias com trabalho em dois turnos. Essa parada não é igual a uma pré-temporada. Vamos ter treinos com volumes menores, por isso a maioria em um turno. Serão intensos, mas mais curtos”, explicou o preparador físico gremista, Rogério Maia.
Foram 17 partidas em 57 dias. Desde a vitória no Gre-Nal por 5 a 0, em 9 de agosto, até o domingo passado, no 0 a 0 contra o Cruzeiro, o grupo de jogadores não teve mais que três dias de folga. Em média, Roger tinha 2,5 dias entre um jogo e outro. Assim, os trabalhos de campo foram ficando cada vez mais restritos. Em muitas oportunidades, os treinamentos eram feitos só verbalmente. O tempo à disposição era utilizado para a recuperação física.
Em 60 dias, o Grêmio se manteve no G-4. Fez 22 pontos em 13 rodadas, contra 27 do Corinthians e 20 do Atlético-MG. A distância para a ponta aumentou e para a vice-liderança se manteve intacta - na época, o Galo é que liderava a competição. A principal mudança foi a vantagem adquirida para os demais concorrentes. No dia do clássico, por exemplo, o time estava empatado em pontos com Fluminense (4º) e Sport (5º). Agora tem seis pontos a mais Santos (4º) e São Paulo (5º).
Os atletas ganharam folga até esta quarta-feira. A principal recomendação é para descansar. “Folga é folga. É para eles aproveitarem. Pedimos só para que tenham uma boa noite de sono amanhã (hoje), se hidratem, tenham cuidado com a alimentação porque na quarta-feira já vamos começar com trabalhos intensos”, completou Rogério.