"É preciso separar as coisas. O juiz tem a avaliação dele, mas a crítica que eu faço é em relação à atitude quando ofende um jogador", frisou Cidade Dias. "O Grêmio vai tratar isso internamente e com a Federação Gaúcha de Futebol, além das lideranças do esporte, pois não se pode conceber que um atleta seja ofendido. Foi isso que determinou a ira do Renato", relatou o dirigente.
Cidade Dias enfatizou que as autoridades do futebol precisam debater muito o que ocorreu no Olímpico. "É uma situação que a gente tem que atacar. É preciso discutir isso para que não se repita mais. Não precisa dar o vermelho e ofender nosso atleta. Dá o cartão e fecha a boca", criticou o dirigente.
O dirigente disse que compreende a reação do técnico Renato Portaluppi e que qualquer medida será executada de forma interna. "Isso irrita, naturalmente. Mas claro que o Renato errou ao entrar em campo e admitiu isso. Não vejo maiores problemas e será resolvido."
Apesar da reclamação contra o árbitro, Cidade Dias reconheceu a superioridade do Cruzeiro na partida. "Não tem nada a ver com o resultado, que foi justo, com méritos do Cruzeiro que realiza um ótimo trabalho", avaliou. "Tínhamos uma proposta e o time acabou não encaixando no primeiro tempo, teve dificuldades. No segundo tempo, quando pensávamos mudar o ritmo do jogo, perdemos o Carlos Alberto e ficou muito difícil."