Vencer a Libertadores da América, tornar-se tricampeão, ir ao Mundial de Clubes e ganhar do Real Madrid na final, erguendo a taça de campeão do mundo pela segunda vez. O roteiro parece perfeito, mas ainda está distante de ser finalizado. O Grêmio completou boa parte dele, ganhou a Libertadores e está nos Emirados Árabes para jogar o Mundial, só que há dois degraus até o topo e o grand finale. E o primeiro deles, no momento, é o mais importante. Focar no Pachuca e evitar que uma derrota frustre o sonho da torcida é a prioridade.
“Nós vamos pensar é no próximo jogo. Se não vencer a semifinal, não tem final”, resume Luan. Uma frase óbvia, mas que se encaixa perfeitamente no contexto tricolor. “Temos que sonhar e fazer acontecer. Há vários exemplos de equipes que tiveram dificuldades nessa primeira fase, equipes brasileiras que não avançaram. O Nacional, da Colômbia, com uma bela equipe que tinha no ano passado, não se classificou para a final”, lembra o goleiro Marcelo Grohe. “Nós temos esses exemplos e vamos pegá-los para que essa situação não ocorra conosco”, acrescenta Grohe.
O clima na concentração e nos treinamentos é bastante leve. Ontem, na chegada da delegação ao estádio Tahnoun Bin Mohammed, que pertence ao Al Ain, o atacante Luan, sempre mais comedido, brincou com a imprensa: “Já estão todos me esperando aqui”.
Dúvida entre Michel e Maicon
Hoje, Renato Portaluppi comandará um treinamento no estádio do Al Ain e em seguida concede sua primeira entrevista coletiva nos Emirados Árabes. Os jogadores também irão fazer o reconhecimento do gramado do Hazza bin Zayed, estádio que sediará o confronto com os mexicanos. Na atividade desse domingo, o treinador permitiu que a imprensa acompanhasse somente os primeiros 20 minutos. A dúvida entre Michel ou Maicon no meio-campo vai perdurar até momentos antes de a bola rolar amanhã. O zagueiro Kannemann, recuperado de uma gripe, trabalhou normalmente.
Outra tarefa que tem sido cumprida à risca pelos jogadores é a de levantar o maior número possível de informações a respeito do adversário. “É uma equipe que tem uma transição muito rápida. O Honda (meia japonês) é um grande jogador, que flutua bastante pelo meio-campo. Mas além de ter a preocupação com o time deles, nós temos que cuidar da nossa preparação. Tudo que passou (tricampeonato da Libertadores da América) foi muito legal. Agora podemos premiar com esses dois jogos”, destacou o lateral-direito Edílson.
Grêmio garante foco no Pachuca
Grupo citou exemplos de equipes brasileiras que não passaram da semifinal