Na Libertadores de 2013, a folha gremista beirou os R$ 8 milhões. Após a eliminação para o Santa Fe, a direção se viu obrigada a reduzi-la. Terminou o ano custando R$ 6,7 milhões para o clube. Era preciso enxugá-la ainda mais. Com muitas saídas de atletas e o aproveitamento dos jovens vindos da categoria de base, o Grêmio conseguiu chegar a R$ 5,5 milhões, incluindo o pagamento de 50% dos vencimentos de Marcelo Moreno e Elano, emprestados respectivamente a Cruzeiro e Flamengo, e que consomem juntos cerca de R$ 500 mil mensais.
As receitas das vendas de Alex Telles e Leandro já entraram integralmente e serviram para manter as contas equilibradas neste início de 2014. A verba de televisão da Libertadores será importante. Os 300 mil dólares por cada jogo em casa na primeira fase são pagos pela Conmebol de dois a três dias depois da realização da partida. A primeira cota entra na conta já no fim da próxima semana.
Confiança na garotada
A resposta positiva, principalmente na estreia da Libertadores, reforçou a convicção dos dirigentes. Os garotos deram conta do recado contra um adversário tradicional, fora de casa, onde sempre é complicado atuar. A média de idade do time titular foi de 27 anos. No domingo, diante do Esportivo, quando Enderson Moreira poupou alguns jogadores, caiu para 22,5 anos. E a atuação também agradou.
“A garotada está pedindo passagem. Se os mais maduros bobearem, perdem a vaga para os mais novos”, elogiou Marcos Chitolina. Os mais rodados auxiliam os novatos para não sentirem tanto, principalmente antes do primeiro jogo pelo torneio sul-americano. “A confiança que o Enderson passou, a tranquilidade que os mais experientes deram, tudo ajuda. Não vou dizer que não fiquei nervoso no começo, mas depois passou”, ressaltou Wendell, dono da lateral esquerda com apenas 20 anos.