O resultado deixou o clube gaúcho com sete pontos, a dois do Junior de Barranquilla, líder da chave. A situação é desconfortável, pois os colombianos ainda jogam nesta quinta, às 23h45min, contra o Oriente Petrolero. Na próxima rodada, em 7 de abril, o Grêmio receberá justamente o Junior, no Olímpico.
León mostra as garras
Diante do León, o Grêmio ficou manso no primeiro tempo. Sem inspiração, os comandados de Renato até tentaram criar na primeira etapa, porém pecavam na hora de atacar. O goleiro peruano Flores agradeceu e tornou-se mais um espectador do confronto. Tal qual Victor, no outro lado.
Entre os dois goleiros, o que se viu nos primeiros 45 minutos foi muito esforço. E só. O primeiro chute a gol da partida demorou 23 minutos para acontecer. Foi de Zegarra, que recebeu cruzamento da direita, e passou longe de Victor. A resposta tricolor veio três minutos depois. Carlos Alberto chegou a balançar as redes, mas estava impedido.
Da casamata, Renato não gostou do que viu e já aos 35 minutos fez a primeira substituição. Sacou o volante Fernando e mandou Junior Viçosa para o campo. Apesar de ter dois atacantes de ofício no gramado, foi com um zagueiro que o Grêmio chegou mais perto do gol. Aos 41 minutos, Rochemback cobrou escanteio e Rodolfo cabeceou para boa defesa de Flores, no primeiro lance de força gaúcho.
As coisas pareciam que enfim melhorariam. No entanto, o León encaixou o contragolpe. E, após o cruzamento da direita, Elias, de antes da marca penal, cabeceou e a bola encobriu a defesa e Victor, um tanto quanto adiantado, abrindo o placar.
Grêmio melhora depois do intervalo
Foi um prenúncio. Em jogada parecida aos 9, o Grêmio chegou lá, com Carlos Alberto. Borges tocou para Douglas, que lançou o meia. Com categoria, Carlos Alberto cortou para o meio e encheu o pé para deixar tudo igual. Na comemoração, ele e Gabriel imitaram a dança do Kidiaba – aquela quicando as nádegas no chão. A alusão ao Mazembe, time congolês que eliminou o Inter do Mundial de Clubes, foi uma resposta a Leandro Damião, que no último domingo, ao marcar contra o Caxias, ironizou os acréscimos dados pela arbitragem no jogo do Grêmio contra o time da Serra.
Morno na etapa inicial, o jogo cresceu em qualidade e emoção. Em lances nas duas extremidades do campo, tanto Grêmio quanto León tiveram chances, mas esbarraram nos goleiros, ou erraram a meta. Borges desperdiçou as melhores oportunidades, aos 26 e aos 32. Em ambas, o camisa 9 só tinha o goleiro pela frente, mas tocou para fora nas duas.
Por sua vez, o León bem que tentou alegrar a torcida presente no estádio, entretanto cansou de errar o alvo. Quando acertou, o camisa 1 do Grêmio estava lá, como no chute forte de Peña, no canto esquerdo, em que Victor defendeu em dois tempos. Pouco depois, o goleiro gremista saiu corajosamente nos pés de Orejuela, que invadia livre a área. O León, contudo, deixou o alerta: por divresas vezes levantou na área tricolor. Sorte que a bola, em muitas vezes, foi para fora passando por todo mundo. Inclusive pela defesa.
Libertadores, Grupo 2 – 4ª rodada
León de Huánuco 1
Flores; Cambíndo, Cardoza, Espinoza e Salas; Elias (Otálvaro), Céspedes (Peña), Zegarra e Ferrari; Orejuela (Rodríguez) e González. Técnico: Franco Navarro.
Grêmio 1
Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando (Júnior Viçosa), Lúcio e Douglas; Carlos Alberto (Bruno Collaço) e Borges. Técnico: Renato Portaluppi.
Gols: Elias (42/1º); Carlos Alberto (9/2º);
Cartões amarelos: Cardoza, Ferrari; Rodolfo;
Arbitragem: Roberto García, auxiliado por José Luis Camargo e Alberto Morín, trio mexicano;
Local: estádio Heráclio Tapia.