O Grêmio começou pressionando, chegou a colocar bola na trave com Douglas, mas depois deixou a Universidad crescer e atacou sem responsabilidade. Em falhas de Gilson e Adilson, levou contragolpes perigosos e, num deles, o gol de Pratto. Na sequência, Borges complicou tudo.
Expulsão de Borges reduz chances de reação
Tudo desabou aos 29 minutos. Primeiro, a Universidad abriu o placar. Gilson foi tentar sua primeira jogada na partida, perdeu bola no meio de campo e armou o contragolpe. A zaga do Grêmio não conseguiu acompanhar Costa, que encontrou Lucas Pratto, livre na entrada da área. Ele limpou a marcação e deslocou o goleiro Marcelo Grohe.
Apesar da expulsão correta, o argentino Néstor Pitana merece um capítulo à parte. O argentino deixou o jogo assumir contornos violentes, sem marcar faltas nítidas de ambas as equipes. Além disso, o volante Costa pisou no rosto de Fábio Rochemback e fez uma entrada fortíssima em Lins e, mesmo assim, não levou cartão vermelho.
A derrota tricolor, contudo, não passou pelo juiz. Apenas com Leandro na frente, o time apressou jogadas de ataque e mandou muitas bolas para a área, sem que houvesse alguém para definir. Renato também não fez alterações no time até o segundo tempo. Os zagueiros avançavam, sem cobertura e o Universidad tinha liberdade nos contragolpes, deixando de ampliar por erros individuais.
Douglas marca golaço, mas empate não dura 15 minutos
Na etapa final, o atacante Lins foi colocado no lugar de Willian Magrão, abrindo o time, mas acrescentando uma alternativa ofensiva. O Tricolor foi para cima, mais na vontade do que no esquema tático, mas conseguiu um alento, aos 14 minutos da etapa final. Douglas, o melhor do time, encontrou um golaço, quando ninguém esperava. O meia recebeu na intermediária, olhou para Garcés adiantado e chutou forte. A bola foi no ângulo direito do goleiro chileno, que ainda roçou os dedos na bola.
No desespero, Renato ainda tirou Leandro, apagado, para colocar Carlos Alberto, de pouca efetividade; e, aos 43 minutos, mandou Escudero a campo no lugar de Gilson, que durante todo o jogo anulou o lado esquerdo do Tricolor. A entrada dos jogadores de frente, contudo, não alterou o panorâma da partida. Marcelo Grohe ainda salvou o Grêmio de tomar o terceiro gol com uma defesa nos acréscimos.
Agora, o Grêmio precisa vencer por dois gols de diferença, no Chile, para seguir na Libertadores. Ou por um, desde que marque pelo menos três gols. Uma vitória por 2 a 1 leva a decisão para os pênaltis.
Grêmio 1
Marcelo Grohe; Gabriel, Rafael Marques, Neuton e Gilson (Escudero), Fábio Rochemback, Adilson, Willian Magrão (Lins) e Douglas; Leandro (Carlos Alberto) e Borges. Técnico: Renato Portaluppi
Universidad Católica 2
Garcés; Valenzuela, Henríquez, Martinez e Eluchans; Ormeño, Silva (Felipe Gutiérrez), Costa (Sempulveda), Meneses e Cañete (Villanueva); Pratto. Técnico: Juan Antonio Pizzi
Gols: Pratto (29min/1ºT), (29min/2ºT), para o Universidad Católica; Douglas (14min/2ºT), para o Grêmio.
Cartões amarelos: Willian Magrão, Adilson (G); Martínez, Costa, Silva, Eluchans, Valenzuela (U)
Cartão vemelho: Borges
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Local: Estádio Olímpico
Pratto marcou os dois gols da vitória do Universidad Católica em cima do Grêmio. | Foto: Jefferson Bernardes / AFP / CP