O time gaúcho, que já vê o rival Inter pelo retrovisor, precisa secar o Botafogo e o Atlético-PR, que enfrentam o Avaí e o Flamengo, respectivamente, neste domingo. Na rodada seguinte, o Grêmio visita o Santos na Vila Belmiro.
Antes das avalanches, Ceará até estava melhor
Invicto havia oito jogos, o Ceará quis cometer o crime no estádio Olímpico. E esteve perto disso. Não fosse o goleiro Victor, a equipe nordestina poderia ter causado dores de cabeça a Renato. Logo no primeiro ataque com força, aos seis, Heleno soltou uma bomba de dentro da área. O camisa 1 foi lá e buscou. Aos 13, foi a vez do veterano Magno Alves testar os reflexos do arqueiro tricolor. Como o companheiro, se deu mal.
Mas ainda que as ofensivas cearenses não estivessem dando certo, os comandados de Dimas Filgueiras estavam à vontade no Olímpico. Trocavam passes e não permitiam Jonas e companhia ameaçarem Michel Alves. Entretanto, esse cenário mudou completamente a partir dos 23 do primeiro tempo, momento em que o Grêmio entrou de vez na briga por uma vaga na Libertadores.
No minuto 23, Douglas cobrou uma falta da intermediária. O camisa 10 levantou na medida para Paulão e André Lima, que pularam juntos. Com mais faro de gol, o centroavante empurrou de cabeça para o fundo das redes. Passados seis minutos, Douglas – de novo – fugiu pela ponta direita e cruzou no contrapé do zagueiro. A bola encontrou Jonas que, de primeira, completou: 2 a 0.
A situação dos visitantes, que já estava ruim, ficou periclitante aos 34. André Lima sofreu falta forte de Heleno na meia-lua. O defensor cearense levou cartão vermelho e, dois minutos depois, Fábio Rochemback soltou um torpedo no canto direito para marcar o terceiro gremista. Três gols podem parecer muito, mas quase foram seis. Em outras três oportunidades, o assistente marcou impedimento equivocadamente, com Lúcio, duas vezes, e Jonas. Quase foram seis. E isso antes do invervalo.
Grêmio mantém o embalo na etapa final
Para azar de Michel Alves, que já levou oito gols em final de Gauchão (pelo Juventude, contra o Inter, em 2008), os jogadores do Grêmio voltaram do vestiário sem perder o ritmo. Aos quatro, Souza aproveitou rebote e carimbou o travessão. Serviu como um recado, porque, aos 10, Douglas cobrou falta de longe. Quase da intermediária ele colocou na gaveta, por sobre o arqueiro do Ceará.
O segundo tempo ainda estava no começo e o Grêmio queria mais. Jonas, artilheiro isolado do Brasileirão, provou isso. Foi quase à linha de fundo, deixando adversários na saudade, e rolou para André Lima, com o gol escancarado, fazer o quinto.
Ao Ceará, restou a dignidade do gol de honra, marcado aos 31 minutos, quando Magno Alves recebeu livre e concluiu sem chances para Victor. No entanto, o gol nem de longe diminuiu a festa da torcida do Grêmio, que vê a chance de brigar pela América cada vez mais perto.
Brasileirão - 34ª rodada
GRÊMIO 5
Victor; Gabriel (Júnior Viçosa), Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Adilson (Souza), Fábio Rochemback, Lúcio (Gilson) e Douglas. André Lima e Jonas. Técnico: Renato Portaluppi
CEARÁ 1
Michel Alves; Boiadeiro, Diego Sacomã, Fabrício e Eusébio (Careca); Michel, Heleno, João Marcos e Geraldo (Reina); Washington (Anderson) e Magno Alves. Técnico: Dimas Figueiras.
Gols: André Lima (23/1º), Jonas 29/1º, Fábio Rochemback (34/1º), Douglas (10/2º), André Lima (16/2º); Magno Alves (31/2º)
Cartões amarelos: Adilson e Lúcio (G); Geraldo e João Marcos (C)
Expulsão: Heleno (C)
Árbitro: Célio Amorim (SC).
Local: estádio Olímpico.
Público: 20.789 pessoas
