Embora seja um tema constantemente levantado atualmente, especialmente com a falta de ofertas por Marcelo Moreno ou até por Barcos, o Grêmio não deseja nem um pouco ficar com os dois centroavantes no seu elenco. Dificilmente Felipão conseguiria montar um time com ambos entre os titulares. Um acabaria no banco. E para quem precisa reduzir custos, permanecer com a dupla de camisas 9 comprometeria praticamente 20% do teto estipulado pelo presidente Romildo Bolzan Júnior para a folha salarial.
O máximo previsto com gastos mensais com os atletas profissionais é de R$ 5 milhões. O argentino e o boliviano, somados, comprometeriam praticamente R$ 1 milhão. O clube tenta negociar um deles, mas enfrenta uma barreira quase intransponível: a falta de interessados. O Cruzeiro ainda pode voltar atrás na desistência de manter Marcelo Moreno, porém não pagará caro. Também não surgem outros interessados no futebol brasileiro. O mesmo acontece com Barcos. A tão falada sondagem do futebol mexicano não se concretizou em proposta oficial. “Se tiver que ficar com os dois, vamos ficar, mas é uma situação difícil porque nós temos restrições orçamentárias”, salienta o novo mandatário gremista.
O Grêmio abriria a mão facilmente de Barcos, seu centroavante titular nas últimas duas temporadas e autor de 29 gols em 2014. Lucraria algum dinheiro, economizaria R$ 150 mil — a diferença de salário do argentino para Marcelo Moreno — e teria ainda a peça de reposição já acertada. Apostaria no retorno de Marcelo Moreno e em tentar aparar as arestas surgidas em 2013 quando diversas declarações suas não foram bem recebidas pela direção e pelos companheiros. Bem verdade que a maioria dos colegas já nem faz mais parte do elenco.
Grêmio não deve ficar com Barcos e Moreno
Dupla de centroavantes custa caro aos cofres do clube e um deles pode ser negociado