O Grêmio, de fato, negociou com Robinho. Para contratar o atacante, o clube tentou criar um plano de marketing para poder bancar o alto salário. Um jogador com esse perfil até poderá ser contratado, mas sem que o clube arque com todos os custos. Nesta terça-feira, o gerente-executivo Rui Costa reiterou que o Tricolor não irá a mudar sua política financeira na busca por reforços para a Libertadores.
“O Grêmio tem um compromisso com esse grupo atual e com nossa política de reequilíbrio financeiro. Não podemos em nenhum momento sair dessa nossa política reequilíbrio do clube para os próximos dois, três ou quatro anos. O futebol é o que mais gasta e investe e tem de fazer parte desse processo”, disse Rui Costa em conversa com jornalistas nessa manhã.
“Quando nós planejamos trazer o Robinho, partimos de um princípio de que esse jogador não poderia gerar um desequilíbrio interno no vestiário e financeiro. Não apenas o Robinho, qualquer jogador que for contratado deve se adaptar à nossa realidade. Qualquer jogador com perfil do Robinho terá de se adaptar a essa politica”, seguiu.
Não apenas projetos de marketing poderão ser elaborados pelo Grêmio. O clube também espera poder contar com investidores para contratar. “O processo do Grêmio é de reestruturação esportiva e financeira e o jogador que chegar deve se adaptar. Se para isso tivermos que fazer uma politica de marketing ou parceira com investidor, assim faremos”, afirmou Rui Costa.
O prazo para inscrição na Libertadores se encerra 48 horas antes da estreia, no dia 17 de fevereiro contra o Toluca no México.
Grêmio não vai mudar política financeira para contratar, diz Rui Costa
Gerente-executivo disse que Robinho só viria se não gerasse desequilíbrio nas finanças