Quando olha para frente ou para trás, o Grêmio se preocupa da mesma forma com o calendário. Isso porque há o temor de que o time sinta na retomada dos jogos os reflexos da readaptação à competição diante de adversários a pleno vapor e em condições melhores.
A conta é simples: 30 de abril foi a última partida contra o Operário. Entre 3 e 17 de maio foram duas semanas praticamente inativas, isso sem contar quem se envolveu direta ou indiretamente nas enchentes. Do período de treinos em São Paulo até a próxima quarta-feira, serão 12 dias. E a partir dali até definir o destino na Libertadores, serão quatro jogos, um deles no meio do caminho contra o Botafogo pelo Brasileirão. Ou seja, após a parada brusca e uma intertemporada forçada, há uma maratona aguardando o elenco gremista. Por isso, quando se integrou ao grupo no começo da semana, Renato Portaluppi percebeu os relatos de fadiga nos atletas e pediu à preparação física que tirasse o pé do acelerador sob risco de prejuízos maiores.
Amanhã, no CT da Portuguesa, ao lado de onde o Grêmio vem treinando, o treinador irá observar o comportamento dos jogadores em um jogo-treino contra a Lusa. Chance para tirar uma febre da condição atual do grupo, principalmente dos que retornam de lesão, como Reinaldo. Até ontem à tarde quem não havia ainda conseguido chegar em São Paulo, era o volante Villasanti. Expulso contra o Estudiantes na última partida da Libertadores, ele não pode atuar contra o The Strongest no Couto Pereira semana que vem.