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Grêmio perde marca de “time copeiro”

Ex-meia Carlos Miguel acredita que pressão aumenta a cada ano

Eliminações seguidas atrapalham clube
Eliminações seguidas atrapalham clube Foto : Ricardo Giusti
Decepções e mais decepções. Ano após ano, o torcedor gremista renova as suas esperanças e acaba frustrado no final. Outrora chamado de copeiro, o Grêmio parece ter perdido a alcunha dos anos 1990 de time tão temível de ser enfrentado no mata-mata. Acumula eliminações em confrontos diretos. Muitas em casa. Algumas para times inferiores. Assim, o jejum de taças importantes segue inabalável.

Em torneios nacionais e internacionais, desde a conquista da Copa do Brasil em 2001, o clube acumula 23 quedas — sete na Libertadores, quatro na Sul-Americana, uma na Mercosul, duas no Campeonato Brasileiro, oito na Copa do Brasil, sem contar o Santos no ano passado, e uma na Sul-Minas. Dez no Olímpico, três na Arena e outras três fora de casa. Dos mais variados tipos. Além disso, tem eliminações também para Ulbra, Pelotas, Caxias e Juventude, duas vezes, no Campeonato Gaúcho. Três delas em seus domínios.

O peso de não ser campeão cresce com o passar das temporadas. “A cada ano vai aumentando a pressão. Principalmente nesse tipo de competição. E a tendência é essa. Se viu na Arena, principalmente depois do gol do Fluminense, a intranquilidade de alguns jogadores que normalmente têm tido boas atuações. Tudo se via que era a pressão”, salienta Carlos Miguel, que fez parte do time que era tido como copeiro nos anos 1990.

Nenhum atleta do atual elenco faz parte destes 14 anos. No entanto, o peso acaba recaindo sobre as costas deles. “Tem esse tempo todo sem título. A gente não pode levar para o campo e acabar nos atrapalhando. Esse grupo foi formado neste ano. A expectativa era outra e acabamos superando isso. Estamos no caminho certo”, salienta Marcelo Oliveira, capitão gremista na ausência de Maicon.

Nem o fato de decidir em casa, onde o Tricolor conseguia grandes viradas antigamente, tem pesado. Na Arena, são três grandes decepções seguidas em anos recentes. Além do Fluminense, o San Lorenzo, pelas oitavas de final da Libertadores da América em 2014, e o Atlético Paranaense na semifinal da Copa do Brasil há duas temporadas. “O Grêmio quando decidia em casa era muito forte. Chama atenção que tem caído justamente assim nas últimas competições”, finaliza Carlos Miguel.

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