O projeto está ancorado na nova casa e na equipe que está sendo montada. "Pelas reações que a gente capta, a Arena vai desencadear um processo muito forte de associação. Estamos apostando muito nisso. E também na competitividade do time. Nós dá tranquilidade para concretizar esse sonho", acrescentou Verardi.
A diferença para o líder ainda é grande - pouco menos de 40 mil sócios separam os dois clubes gaúchos neste momento. O Grêmio sabe que será necessário um crescimento perto dos 50%, dependendo muito da evolução do concorrente. O que pode ajudar a diminuir essa diferença é justamente a rivalidade. "Evidentemente que no momento que você faz isso e o teu principal rival tem um trabalho bom nessa área, você tem que utilizar isso para motivar o torcedor. Porém, se fosse outro teria a mesma meta", salienta Verardi.
Com o crescimento do quadro, aumenta também a receita. A projeção é que as receitas possam aumentar em 30%. Hoje, o clube recebe R$ 30 milhões por ano. Passaria a ter em caixa em torno de R$ 45 milhões por temporada, dinheiro que serviria para amenizar a diferença da cota de televisão existente em relação a alguns clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Campanha ruim não impede crescimento
Mesmo com a campanha turbulenta em 2011, o Grêmio conseguiu aumentar em 30% o seu quadro associativo. Alcançou 65 mil sócios e estabilizou este número no último trimestre, fruto do novo plano lançado, uma mensalidade menor, voltada a quem vai pouco aos jogos ou mora no interior, e que traz uma série de benefícios, porém não dá desconto no ingresso. Por isso, a receita aumentou entre 12 a 15%. "Temos uma preocupação, queremos ter quantidade, mas também com qualidade", aponta Verardi.