A posição de Júnior Chávare como executivo interino de futebol pode ser mais do que uma questão meramente transitória. O caso ainda está sendo discutido, mas a direção gremista trabalha com a hipótese de não trazer um novo dirigente remunerado para a vaga de Rui Costa. O coordenador das categorias da base também não seria efetivado, e o cargo ficaria vago até o fim do ano.
A prioridade absoluta atual é a busca por reforços. Todos os esforços do departamento de futebol estão voltados para vasculhar o mercado em busca de contratações para fortalecer o elenco. Quando todas as carências forem supridas, aí a atenção se voltará para o próximo executivo. No entanto, com o grupo fechado, a análise interna preliminar é de que talvez não seja necessário trazer um profissional remunerado neste momento. Ele não teria grande utilidade antes dos últimos meses do ano, quando começará o planejamento para a temporada de 2017.
Até lá, Chávare exerceria uma parte deste papel. Alexandre Rolim, nomeado como assessor de Alberto Guerra, também cuidaria desta parte. Outros clubes brasileiros são citados como exemplo. Dos 12 grandes, Inter e Vasco não possuem um executivo. No Colorado, a função é compartilhada por dois profissionais. Nos cariocas, Eurico Miranda e o seu filho, Euriquinho, tomam conta de todo o futebol.
Sem prazos, mas com pressa, a direção gremista corre atrás das contratações. O mercado externo não é descartado completamente. Como a janela não será antecipada, porém, a análise volta-se para as opções no Brasil. Foram muitos nomes oferecidos nos últimos dias. O lateral Edilson, atualmente no Corinthians, e que passou pelo Tricolor entre 2010 e 2012, foi sugerido por empresários e está sendo analisado. Ele já trabalhou com Guerra.
Grêmio pode adiar escolha de diretor de futebol
Cargo deve ficar vago até perto do fim da temporada