"Estamos sentados na janela do carona, mas ajudando o Julinho a levar o carro, dirigir para o caminho correto", relatou o diretor de futebol. "Mas o Julinho pegou o carro andando. Podem criticar por a gente passar por transição no meio do campeonato. Talvez a gente tivesse de ter começado isso em outro momento", admitiu.
O dirigente comparou a fase ruim dos últimos jogos com Renato Portaluppi para exemplificar a dificuldade de Julinho em retomar a trajetória vencedora. "O Grêmio estava bem com o Renato? Pois é, a gente acredita que parecido com o Julinho agora", ponderou Vicente Martins. "Do nosso ponto de vista não estava", avaliou.
Vicente Martins também dividiu a responsabilidade pelas contratações de 2011 com o ex-treinador. "Acho importante colocar que não foram de exclusiva responsabilidade da vice-presidência de futebol as contratações", destacou. "Muitas, como o Miralles, foram indicação do Renato. E outras foram divididas com ele", comentou. "Eu acho importante destacar que não se pode fazer essa leitura de que a 'direção' contratou mal."
Apesar das críticas, Vicente Martins rechaçou sua saída do cargo a curto prazo e chegou a ironizar a situação. "É um perigo quando o cara fala que não muda, mas vai cobrar resultados (Odone garantiu a manutenção do dirigente). Pode ser que a gente caia amanhã então", brincou. "Eu não tenho apego nenhum ao cargo. Sou vice-presidente eleito do Grêmio e se a diretoria e o conselho de administração entendesse que a troca poderia ajudar ou alterar o resultado de campo, todos nós sairíamos."

