Hein comentou ainda que o Grêmio não poderia aceitar um número inferior de ingressos para não desrespeitar a CBF. "Nós pedimos a intervenção e agora não vamos desmoralizar a entidade", acrescentou.
De acordo com o dirigente, torcedores gremistas ligaram para saber da situação dos ingressos para o clássico. "Eu quero ir ao jogo e a torcida também. Apesar disso, eu não acredito que o Inter vá mudar a sua posição radical. Talvez gremistas de Caxias do Sul possam aparecer entre torcedores colorados, mas esta atitude não é recomendada por nós. Nem podemos nos responsabilizar por isso. É uma escolha de foro íntimo", afirmou.
Desaforo não se paga com desaforo
A polêmica dos ingressos começou depois que o Inter recebeu apenas 2,5% do total de bilhetes destinados para o Gre-Nal realizado na Arena. No começo da semana, o Colorado acenou com a liberação de apenas 500 entradas, recusadas pela diretoria gremista. "O presidente Luigi até comentou e chegou a reclamar da porcentagem, que é evidente que é muito pequena. Claro que nós não queríamos que fosse assim, porque nós queremos faturar nos jogos. A decisão foi da Brigada Militar (BM). Depois disso, mais nada foi falado e nem acordado", explicou Nestor Hein
Questionado sobre qual será atitude do Grêmio para um eventual encontro com o rival nas semifinais da Copa do Brasil, Hein disse que é favor de ceder 10% dos ingressos, previstos no regulamento de competições. "Desaforo não se paga com desaforo. A minha opinião será de ceder 6 mil entradas para os colorados, mas a decisão precisa passar por um colegiado, que é o Conselho de Administração", argumentou.