Roth negou que exista algum obstáculo para a renovação com o Tricolor. "A situação de permanência não é uma questão financeira, explicou.
Para o técnico, é normal opinar sobre contratações e renovações. "Todos precisam lembrar que o meu contrato vai até 31 de dezembro e, até lá, eu tenho que dar o meu parecer técnico. O caso do Kleber já não corresponde ao treinador, porque se trata de um jogador diferenciado."
Kleber é como Douglas
Questionado sobre o comportamento de Kleber pelos clubes onde passou, Roth fez uma comparação baseada nas informações que obteve de bastidores. "Estou com o Douglas há quatro meses e ele nunca faltou a um treino. Eu tenho dados que apontam que o Kleber é a mesma coisa. São jogadores que gostam de treinar", analisou.
Na sua chegada ao Grêmio, Roth lembrou que a intenção da direção era eliminar a possibilidade de rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. "Assumimos com um objetivo e, ao longo da competição, as expectativas foram sendo criadas. Essa não é a primeira vez e nem a última. Em um determinado momento, quando nós conseguimos atingir um equilíbrio, o torcedor entendeu que era possível mais. Infelizmente, nós não conseguimos atingir esse novo patamar", explicou.
Falhas na defesa
Roth explicou que as falhas recorrentes na defesa do Grêmio ocorrem pela falta de continuidade de uma estrutura montada no setor. "Já estamos há três ou quatro jogos sem o Rochemback e sem o Gilberto Silva. Também nessa partida contra o Atlético-GO não contamos com o Fernando. Esses jogadores ajudam muito o nosso sistema defensivo."
"Nessa partida, eu fiz uma improvisação e incluí um jogador que estava parado há quatro meses. "Infelizmente, levamos gols de bola parada. Não coloquei o Leandro ou o Miralles, porque naquele instante estávamos em vantagem. Se a circunstância não fosse favorável, com certeza a atitude seria outra. Eu faço escolhas dentro da lógica de trabalho que eu tenho no Grêmio", argumentou.
Presidentes retranqueiros
Roth comentou ainda que algumas pessoas se surpreendem quando percebem que ele é bem-humorado. "Eu me dou bem com todos nos clubes. Eu sempre fui simpático com os dirigentes e eles não entendem esse rótulo (mal humorado) que eu ganhei ao longo da carreira", explicou.
Com a estigma de retranqueiro, o técnico do Grêmio esclareceu a origem do apelido. "Inventaram essa de retranqueiro em 2001, quando estava no Palmeiras e disse que um time começa a ser organizado a partir da defesa. O presidente Fernando Carvalho é mais retranqueiro que eu e o presidente Odone também tem essa tendência", disse aos risos.