A última "semana livre" que Renato teve para colocar a mão na massa foi entre os jogos com Criciúma, na Arena, e Fluminense, também em casa. Era o início de trabalho do ídolo no comando: entre os dias 20 e 28 de julho. Desde então, seja por jogos do Brasileirão ou Copa do Brasil, o Tricolor teve compromissos durante a semana, a cada três ou quatro dias.
O curioso é que Renato disse que precisa de férias após assumir o Grêmio em julho. O treinador estava desde 2011 sem trabalhar antes de pegar o Tricolor. O comandante trabalha com G3 no Brasileirão, e por isso a necessidade de estar em segundo lugar. A vitória sobre o Flamengo foi sofrida, nos minutos finais. "Vamos descansar agora, tenho que esfriar a minha cabeça e depois vou ver o que farei contra a Ponte Preta. Estou precisando de férias", disse.
A situação é um reforço por dois aspectos: a possibilidade de ajustar o time, que recentemente teve o esquema modificado, e a chance de descansar o elenco. Os jogadores admitem o desgaste físico na reta final da temporada.
"Agora que teremos tempo, faltando três rodadas. Não é fácil. Não foi nada fácil. E ainda assim estamos há mais de 20 rodadas no G4. Importante para um treinador é fazer pré-temporada e montar o grupo dele. Não tive esse privilégio. Peguei o trabalho em andamento", recordou.