A expulsão do técnico Roger no jogo de sábado, diante do Sport, preocupa o departamento jurídico do Grêmio. A súmula do árbitro Péricles Bassols não diz quais foram as palavras proferidas pelo treinador, mas relata que Roger se negou a ir para os vestiários. Apesar da atenção, o advogado Gabriel Vieira acredita que os fatos relatados são "vazios".
Bassols escreveu na súmula: "Roger se movimentou, abaixou e com as duas mãos e o punho cerrado falou palavras que não foram identificadas, mas que considerei por demais ofensiva à arbitragem”. O agravante vem depois. “Após a expulsão o referido treinador não quis entrar no túnel que dá acesso aos vestiários, mesmo sendo orientado pelo quarto arbitro Luís Teixeira, ficando protegido e escondendo-se atrás do segurança do clube”.
"Especificamente sobre não deixar o gramado, o Grêmio está coletando provas para afastar este relatos do árbitro", enfatizou Vieira. "Consideramos vazios os fatos relatados na súmula. Não podem servir dentro de um tribunal", analisou.
O representante jurídico gremista salientou que a não saída de campo pode ser "um equívoco" do quarto árbitro. Tal qual o vice-presidente de futebol, César Pacheco, ele também criticou a atual situação "blindada" dos juízes. "Em 2015 tivemos oito expulsões de treinadores. Está muito pesada essa questão. A arbitragem está com muito rigor e parecem que são semideuses", definiu.
"Quando jogadores e técnicos erram são expulsos. Eles não são punidos", apontou. "É um absoluto equívoco. Se aceitamos que os atos não podem ser quesitonados não será possível aprimorar suas atuações. Torna-se uma arbitragem amadora", criticou Vieira.
Grêmio tenta rebater "argumentos vazios" para expulsão de Roger
Árbitro escreveu em súmula que técnico "falou palavras não identificadas" e se recusou a deixar o campo