Logo na reapresentação, na manhã dessa terça-feira, Felipão conversou por cerca de 20 minutos com o grupo. Reiterou o que disse após o Gre-Nal, sobre a equipe desabar quando sofre um gol. O diagnóstico não é só do clássico. “Contra o Vitória, o time se borrou depois daquela bola na trave. No domingo, sofremos o gol e, ao invés de atacar, recuamos”, salienta um dirigente.
Os jogadores ouviram atentamente o discurso do comandante. “Ele frisou muito para a gente ter mais poder de reação. Não desistirmos, mesmo que tenha apenas mais cinco minutos de jogo”, destacou Werley. Há dois anos no clube, o zagueiro nunca passou por uma fase assim. “Acho que é o pior momento que eu passo no Grêmio em termos de derrotas seguidas”, disse.
O defensor despertou o interesse do Cagliari, mas a negociação está emperrada. A proposta do clube por Werley é de cerca de 3 milhões de euros. Bressan também foi sondado pelo mercado italiano. O Genoa estuda fazer uma oferta pelo jogador.
Cobranças ríspidas
Em campo, ontem, o time foi modificado em duas posições. Pará, suspenso, deu lugar a Breno, e Fernandinho ganhou a vaga de Dudu. Durante o treino, Felipão cobrou o lateral-esquerdo rispidamente duas vezes. Barcos, com uma lombalgia, deixou o campo mais cedo e foi substituído por Ronan. O centroavante de 19 anos e 1,96 m de altura, emprestado pelo Fluminense, está sendo observado pelo treinador.