A chance do Grêmio jogar contra o Ypiranga é pequena. No entanto, nem tão remota e, por isso, apavora o Grêmio. Se o time de Erechim terminar em oitavo no Gauchão, o Tricolor vê cair por terra o pedido para antecipação das quartas de final. Teria que adiar a viagem para Quito ou utilizar um time descaracterizado.
Entres as 81 combinações possíveis, o time de Erechim encara o Tricolor em 18 oportunidades. Ou seja, em 22% delas. “Nem pensei como podemos fazer. Não vamos sofrer por antecipação”, destaca o presidente Romildo Bolzan Jr. Algumas alternativas seriam retardar a ida para o Equador, hipótese quase descartada, ou não usar a força máxima. “Nossas passagens estão marcadas para o dia 7 de abril. A Libertadores é nossa prioridade”, observa o presidente.
A dificuldade para Roger seria conseguir driblar a lista de inscritos na competição. Dos 32 jogadores, Miller Bolãnos e Léo já estão fora, por lesão. Marcelo Oliveira e Maicon, suspensos no torneio continental, poderiam atuar. Porém, ainda assim, o treinador teria que abrir mão de alguns reservas no início da preparação em Quito. Eles poderiam embarcar de Porto Alegre apenas no domingo ou na segunda-feira, dependendo da possibilidade de voos, dois ou três dias antes do confronto com a LDU.
Francisco Novelletto ressalta que tentou com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o adiamento do jogo entre Ypiranga e Atlético-GO, marcado para 7 de abril, em Goiânia, mas não foi possível. “Fizemos o pedido, mas eles têm a semifinal do Campeonato Goiano (marcada para os dias 17 e 24)”, salienta o mandatário da Federação Gaúcha de Futebol. Resta torcer. “A chance é mínima. Estamos rezando”, finaliza o dirigente.
Grêmio torce para não pegar Ypiranga por causa da Libertadores
Confronto ocasionaria conflitos de datas